Texto originalmente publicado no Imortais do Futebol e cedido à Trivela. Acompanhe o site e também no Facebook.

*Por Guilherme Diniz

Grande feito: Terceira colocada na Copa do Mundo da FIFA (1994).

Time base: Thomas Ravelli; Roland Nilsson, Patrik Andersson, Joachim Björklund e Roger Ljung; Stefan Schwarz (Hakan Mild), Jonas Thern, Thomas Brolin e Klas Ingesson; Kennet Andersson (Henrik Larsson / Jesper Blomqvist) e Martin Dahlin. Técnico: Tommy Svensson.

 “Nórdicos do gol”

Depois de chegar a uma inédita final de Copa do Mundo jogando em casa, em 1958, e com craques do mais alto calibre como Liedholm, Skoglund, Gunnar Gren e Hamrin, a seleção da Suécia repousou e permaneceu décadas sem ter ao menos um brilho em competições internacionais. Porém, em 1994, tudo mudou graças a uma geração jovem e cheia de talento que por pouco não repetiu o feito do time dos anos 50 e colocou os nórdicos em mais uma final de Copa. Jogando com muita inteligência defensiva, um fôlego surpreendente diante do forte calor do verão americano e com um ataque devastador composto por Dahlin, Brolin, Kennet Andersson e Henrik Larsson, a Suécia encantou a todos nos EUA e teve o melhor ataque do mundial com 15 gols marcados em sete jogos, média superior a dois gols por partida. A equipe amarela e azul só não disputou a decisão contra a Itália no Rose Bowl por causa do Brasil de Romário. É hora de relembrar as façanhas da última grande seleção sueca que o mundo viu.

Recomeço

A Suécia que faria história na Copa de 1994 começou a ser montada no começo de 1991 pelo técnico Tommy Svensson, que tinha a missão de apagar o fiasco da seleção que perdeu todos os jogos da primeira fase por 2 a 1 na Copa de 1990 e foi eliminada precocemente. Svensson manteve alguns jogadores daquele elenco já pensando na Eurocopa de 1992 (disputada na própria Suécia) como o veterano goleiro Ravelli, os defensores Ljung e Roland Nilsson e jovens de muito talento como Klas Ingesson (22 anos), Jonas Thern (24 anos), Tomas Brolin (21 anos) e Stefan Schwarz (22 anos). Já em 1992, o treinador anunciou seus convocados para a competição europeia e deu chances ao veloz e habilidoso atacante Martin Dahlin (24 anos), ao defensor Patrik Andersson (20 anos) e ao gigante (1,93m), mas técnico, atacante Kennet Andersson. A equipe nórdica jogava no tradicional 4-4-2 e explorava a inteligência da dupla Brolin – K. Andersson para não fazer feio em sua primeira Euro.

Bom papel

Na primeira fase da Euro, a Suécia empatou em 1 a 1, na estreia, contra a França de Amoros, Blanc, Boli, Deschamps, Papin e Cantona. Na partida seguinte, vitória por 1 a 0 sobre a Dinamarca (gol de Brolin) e outro triunfo, dessa vez por 2 a 1, contra a Inglaterra de Keown, Platt e Lineker no jogo que encerrou a fase inicial do torneio. Com duas vitórias e um empate, os suecos se classificaram para as semifinais, mas não resistiram à Alemanha de Reuter, Brehme, Hässler, Riedle, Sammer e Klinsmann e perderam por 3 a 2. Mesmo com a eliminação, a Suécia foi aplaudida por sua torcida e o futebol apresentado pela equipe foi bastante elogiado. Só eram precisos alguns ajustes para que os nórdicos pudessem garantir sua vaga na Copa de 1994.

Líderes com moral

O grupo da Suécia nas Eliminatórias da Copa não foi nada fácil. Os nórdicos estiveram ao lado de França, Bulgária, Áustria, Finlândia e Israel na briga por uma das duas vagas disponíveis. A equipe amarela e azul começou sua campanha a todo vapor e emendou três vitórias seguidas contra Finlândia (1 a 0, fora), Bulgária (2 a 0, fora) e Israel (3 a 1, fora). Na quarta rodada, contra a França, Cantona marcou duas vezes e encerrou a sequência invicta dos suecos, que perderam por 2 a 1 jogando em Paris. Nos dois jogos seguintes, ambos em casa, a Suécia venceu a Áustria por 1 a 0 e Israel por 5 a 0 (com três gols de Brolin). A classificação foi assegurada após três empates em 1 a 1 contra a França em casa, Bulgária fora, e Áustria fora, além de um triunfo por 3 a 2 sobre a Finlândia em casa. Os suecos foram líderes do Grupo 6 com seis vitórias, três empates e apenas uma derrota em 10 jogos, com 19 gols marcados (melhor ataque, ao lado da Bulgária) e oito sofridos (melhor defesa). A França, favorita, acabou perdendo seu último jogo para a Bulgária em plena cidade de Paris e ficou fora da Copa.

Satisfeito com o resultado de sua equipe, Svensson esperava muito mais da Suécia no Mundial e depositava suas esperanças na “alma latina” e na “mentalidade britânica” que seus comandados tinham, segundo ele próprio.

 Sem sustos. E nas oitavas

A estreia da seleção sueca na Copa foi contra Camarões, equipe que havia dado show no Mundial anterior ao alcançar as quartas de final e se tornar a primeira seleção africana a obter tal façanha. Porém, a geração dos “Leões Indomáveis” estava envelhecida e não contava mais com o vigor de antes. Aos oito minutos, Ljung abriu o placar para a Suécia, de cabeça. Aos 31, Camarões empatou e conseguiu a virada no começo do segundo tempo. Porém, os africanos começaram a tocar a bola e fazer firulas sem objetividade, convidando a Suécia para seu campo de defesa. Os europeus aproveitaram e Dahlin pegou um rebote após chute na trave de Larsson para empatar o jogo e garantir o primeiro ponto sueco no mundial.

Muito fortes nos contra-ataques e nas jogadas aéreas, os suecos utilizaram exatamente essas armas para vencer a Rússia na partida seguinte, em Detroit. Depois de um susto no início com um gol de Salenko, Brolin, de pênalti, empatou o jogo para a Suécia ainda no primeiro tempo. Aos 14 da segunda etapa, Thern cruzou e Dahlin, de cabeça, virou. Aos 36, outra vez Dahlin mostrou precisão no cabeceio e fuzilou o goleiro Kharin após aproveitar um cruzamento de Kennet Andersson. O 3 a 1 no placar classificou os suecos, que enfrentariam o Brasil apenas para ver quem iria ficar na primeira posição do grupo.

Às vésperas da partida, rumores surgiram dizendo que o Brasil jogaria para perder a fim de evitar um duelo já nas oitavas de final contra os donos da casa, EUA, pois a partida seria no dia 04 de julho, dia da Independência e que serviria como um gás extra aos jogadores da terra do Tio Sam. Em campo, num estádio totalmente coberto (o Silverdome, em Detroit), o Brasil jogou normalmente, mas esbarrou na forte marcação sueca, principalmente pelas laterais. Aos 23, Brolin mostrou toda sua habilidade ao driblar Aldair duas vezes antes de lançar Kennet Andersson em profundidade na esquerda. O grandalhão dominou com categoria e abriu o placar para a Suécia. No segundo tempo, Romário empatou para o Brasil e o jogo terminou mesmo em 1 a 1. A Suécia escapou dos EUA com a segunda colocação e deixou o Brasil com a ingrata tarefa de encarar os anfitriões nas oitavas.

Força e fôlego

Nas oitavas de final, contra a Arábia Saudita, a Suécia jogaria pela primeira vez naquela Copa sob o forte calor do meio-dia do verão americano. Aguentar temperaturas que superavam os 40º durante 90 minutos seria um desafio de fogo para os gélidos suecos. Esse fator despertou uma esperança nos sauditas, que tinham convicção que já na segunda etapa os europeus estariam exaustos. Porém, não foi isso que aconteceu. Aos seis minutos de jogo, Kennet Andersson viu o companheiro Dahlin na área e cruzou para que o camisa 10 testasse firme para o gol de Al Deayea. Com muita tranquilidade e contando com a segurança do impecável goleiro Ravelli, os suecos dominaram a partida e ampliaram no começo do segundo tempo, quando Brolin tocou para Kennet Andersson chapelar Al Khlaiwi, driblar Madani e chutar rasteiro para marcar um golaço. Al Gheshayan ainda descontou para os sauditas, aos 40, mas uma boa triangulação do ataque da Suécia três minutos depois resultou em mais um belo gol de Kennet Andersson: 3 a 1. A equipe amarela e azul estava classificada. Era hora de encarar uma das sensações daquela Copa: a Romênia de Hagi.

Esperteza e Ravelli garantem a semi

Nas quartas de final, a Suécia tinha pela frente a Romênia, uma das equipes mais brilhantes daquele mundial e que havia eliminado a forte Argentina. Com Hagi, Dumitrescu e Raducioiu em grande fase, o duelo era um dos mais esperados pelo público. Porém, tanto respeito entre as equipes e tanto calor minaram o futebol das seleções durante mais de 75 minutos. Com Hagi nulo por causa da marcação sueca, que o deixava isolado e marcava homem a homem os outros romenos, impossibilitando o baixinho de pensar e lançar como nas partidas anteriores, a Romênia não conseguia fazer nada, enquanto que a Suécia levava mais perigo com as investidas de Dahlin e Brolin.

Aos 33 do segundo tempo, os nórdicos mostraram inteligência e esperteza ao cobrar uma falta próxima da área romena de maneira perfeita e muito bem ensaiada. Mild, ao invés de chutar direto ou cruzar, apenas rolou rasteiro nas costas da barreira onde estava um maroto e escondido Brolin. O atacante só teve o trabalho de avançar um pouco e chutar sem chances para o goleiro Prunea: 1 a 0. Faltando pouco para o fim, muitos pensavam que o jogo estava decidido. No entanto, Raducioiu aproveitou uma rebatida na área sueca aos 43 para empatar e levar a decisão para a prorrogação. Nela, o mesmo Raducioiu virou para os romenos, o sueco Schwarz foi expulso e tudo conspirava a favor de Hagi e Cia. Porém, faltando cinco minutos para o fim do jogo, Kennet Andersson subiu mais alto que todo mundo e empatou para a Suécia: 2 a 2.

Na decisão por pênaltis, a Suécia começou as cobranças e perdeu com Mild, que chutou pra fora. Raducioiu, Hagi e Lupescu fizeram para os romenos e Kennet Andersson e Brolin para os suecos. Na quarta cobrança da Romênia, Petrescu chutou e Ravelli defendeu. Ingesson e Nilsson fizeram para a Suécia e Dumitrescu para a Romênia, empatando o jogo e levando para as cobranças alternadas. Larsson fez para a Suécia, mas Belodedici chutou e Ravelli defendeu mais uma, garantindo os suecos na semifinal contra um velho conhecido: o Brasil.

Falta de confiança tira vaga na final

Mesmo sem poder contar com o meio-campista Schwarz, a Suécia tinha opção de banco e foi com força máxima diante do Brasil, adversário que por pouco ela não venceu na fase de grupos. Os brasileiros estavam bastante precavidos contra os rivais europeus por causa do jogo duríssimo que eles haviam feito no primeiro encontro e pela forte marcação que exerciam nas laterais. Porém, o que era para ser um duelo parelho e disputado acabou virando um jogo de ataque contra defesa. Inexplicavelmente, o técnico Tommy Svensson colocou seu time todo na retranca e esperava levar o duelo para os pênaltis. Com isso, coube ao Brasil atacar constantemente os suecos e abusar de perder gols, ora com Romário, ora com Mazinho, ora com Branco… O excelente goleiro Ravelli fazia de tudo para manter a meta nórdica intacta e conseguiu cumprir seu trabalho até os 35 do segundo tempo, quando o baixinho Romário subiu mais alto do que os grandalhões zagueiros suecos e cabeceou para marcar o único gol do jogo.

A derrota acabou com as chances de a Suécia repetir o time de 1958 e disputar uma final de Copa do Mundo. Restaram apenas a lamentação e as críticas do dirigente sueco Lennart Johansson, que achou “estranha” a escalação de um árbitro sul-americano para o duelo e a expulsão de Thern aos 19 do segundo tempo, sendo que a falta do volante no brasileiro Dunga não foi tão grave assim. O fato é que o time sueco entrou em campo naquela noite de 13 de julho de 1994 totalmente sem confiança em si. Jogar na retranca como jogou foi algo decepcionante para uma equipe tão forte no ataque e com talento para poder ganhar de qualquer rival naquela época, inclusive do Brasil – que seria o campeão mundial.

 Baile do bronze

No Rose Bowl, em Los Angeles, a Suécia disputou o terceiro lugar contra a Bulgária de Stoichkov, que havia sucumbido diante da Itália de Roberto Baggio. Apáticos, os búlgaros não demonstraram qualquer tipo de reação contra os adversários suecos e levaram um verdadeiro baile definido ainda no primeiro tempo. Brolin, de cabeça, abriu o placar aos oito minutos. Aos 30, Brolin cobrou uma falta rápida e Mild fez 2 a 0. Aos 37, o irresistível Brolin lançou o rastafári Larsson na corrida, que driblou o goleiro e o zagueiro Ivanov para marcar um lindo gol: 3 a 0. Três minutos depois, Schwarz cruzou na área e Kennet Andersson, sempre ele, deu números finais ao jogo marcando de cabeça: 4 a 0.

No segundo tempo, a Suécia apenas tocou a bola e esperou o apito do árbitro para comemorar um histórico terceiro lugar no mundial. Além da ótima posição, os suecos se encheram de orgulho ao se consolidar como donos do melhor ataque de toda a Copa: 15 gols em sete jogos, média de 2,14 gols por jogo, desempenho bem melhor que o do campeão, Brasil, que marcou 11 gols (média de 1,57 gol por jogo). Thomas Brolin, grande craque da equipe na Copa, foi eleito para o All-Star Team e ganhou uma vaga entre os melhores do torneio.

 À espera da nova safra

Após o terceiro lugar na Copa de 1994, a Suécia ainda alcançou o segundo lugar no ranking da FIFA em novembro daquele ano, mas depois não conseguiu mais sucesso e nem sequer se classificou para o Mundial de 1998. Nas Copas de 2002 e 2006, os nórdicos passaram de fase, mas caíram nas oitavas de final e voltaram a não se classificar para um Mundial em 2010 e em 2014. Enquanto uma nova boa campanha não acontece, restam as lembranças de um time rápido, letal nas jogadas aéreas e que conseguiu a idolatria e respeito da torcida sueca tanto quanto a turma de Hamrin, Skoglund, Liedholm e Gren. Afinal, Ravelli, Brolin, Dahlin, Kennet Andersson e Larsson jogavam muito. Uma seleção imortal.

Os personagens:

Thomas Ravelli: irreverente, seguro, ágil e com excelente colocação, Ravelli foi um dos maiores goleiros da história do futebol da Suécia. Exemplo de longevidade, o sueco jogou muito na Copa de 1994 mesmo com quase 35 anos nas costas e deixou muito jovem comendo poeira. Ravelli fez carreira no Öster e no Göteborg, ambos de seu país, e se tornou o jogador que mais vestiu a camisa sueca com 143 partidas entre 1981 e 1997. A façanha de Ravelli só foi igualada por Anders Svensson.

Roland Nilsson: foi o titular da lateral-direita da Suécia na Copa e responsável pela eficiência do setor defensivo pelo seu lado. Não era muito de atacar, ficando mais na marcação e dando proteção à zaga. Tinha qualidade nos passes e atuou em 116 partidas pela seleção.

Patrik Andersson: ótimo zagueiro, Andersson foi um dos mais notáveis defensores de seu país no começo dos anos 90 e pilar da zaga sueca na Copa ao lado de Björklund. Era muito eficiente nas jogadas aéreas e sabia sair jogando. Teve destaque no Malmö, Borussia Mönchengladbach e no Bayern campeão europeu de 2001.

Joachim Björklund: zagueiro-central clássico, fez uma dupla de zaga impecável com Andersson na Copa de 1994 e foi figura constante nas muitas convocações da equipe nos anos 90. Além de atuar em times de seu país, Björklund Jogou no futebol italiano, escocês, espanhol e inglês.

Roger Ljung: pela ala esquerda, Ljung ajudava nas investidas ofensivas da Suécia e ainda era fator surpresa no ataque, fato que rendeu ao lateral um gol na estreia sueca na Copa. Tinha muita eficiência nos passes, chutes e nas jogadas aéreas (tinha 1,88m).

Stefan Schwarz: era o símbolo da raça do time sueco e jogava tanto como volante quanto como meia de ligação pela esquerda. Costumava arriscar fortes chutes de longa distância e se movimentar muito pelo meio de campo. Fez muita falta para a seleção sueca no jogo semifinal contra o Brasil. Quando voltou, na disputa pelo terceiro lugar, mostrou seu valor ao ser um dos destaques da goleada de 4 a 0 sobre a Bulgária. Teve destaque jogando pelo Benfica e pela Fiorentina.

Hakan Mild: outro jogador com muita vontade e entrega, Mild foi presença constante em várias convocações da Suécia nos anos 90 e fez parte do grupo na Copa de 1994. Só não foi titular por causa da concorrência com o capitão Thern e Schwarz. Mild teve sua chance na partida semifinal contra o Brasil, mas uma falta em cima de Dunga lhe rendeu um cartão vermelho e prejudicou demais a vida sueca naquela partida. Disputou 74 jogos pela seleção ao longo de uma década.

Jonas Thern: se a Suécia chegasse à final da Copa e conquistasse o título, o meio-campista Jonas Thern teria a incumbência de erguer o troféu mais cobiçado do mundo. Com grande visão de jogo e muita classe na hora de efetuar um passe ou lançamento, Thern foi titular absoluto da Suécia no mundial e um dos principais destaques da equipe nos EUA. Jogou de 1987 até 1997 na seleção e disputou 75 partidas.

Thomas Brolin: sem dúvida, o maior nome da Suécia na Copa de 1994. Habilidoso, rápido, inteligente e com faro de gol apurado, Brolin foi a referência do ataque sueco no mundial e um dos muitos craques a virar xodó do público americano naquele ano. Em 47 partidas pela seleção disputadas entre 1990 e 1995, Brolin marcou 26 gols (sendo três deles na Copa) e só não participou de mais jogos com a camisa amarela e azul por causa das constantes lesões que tanto o perseguiram durante a carreira. Em 1994, estava no auge e, para o bem do futebol, pôde demonstrar seu talento no maior palco de todos. Por clubes, viveu sua melhor época jogando pelo Parma entre 1990 e 1995.

Klas Ingesson: alto (1,90m), Ingesson atuava pelo lado esquerdo da Suécia e articulava as jogadas para os companheiros marcarem os gols. Disputou 57 partidas de 1989 até 1998 pela seleção e marcou 13 gols. Por clubes, teve destaque no Mechelen, Bari e Bologna.

Kennet Andersson: letal nas jogadas aéreas graças a sua imponente altura (1,93m), mas muito técnico com a bola nos pés, Andersson foi um dos principais atacantes suecos dos anos 90 e uma das estrelas da seleção nórdica no Mundial dos EUA ao marcar cinco gols. Com enorme impulsão e força no chute, o grandalhão anotou 31 gols em 83 jogos com a camisa amarela e azul, sendo um dos 10 maiores artilheiros da história da seleção sueca.

Henrik Larsson: Atacante de muita qualidade, que se transformou em um dos principais do futebol mundial nos anos 90 e 2000. Muito inteligente, habilidoso e preciso na hora da conclusão a gol, Larsson foi um ícone do futebol de seu país e fez moda ao utilizar um cabelão cheio de dreadlocks em solo americano. Jogou na seleção de 1993 até 2009, disputou 106 partidas e marcou 37 gols. Além da Copa de 1994, Larsson disputou os mundiais de 2002 e 2006 e foi ídolo no Feyenoord e no Celtic, além de ter tido destaque no grande Barcelona de 2004 a 2006.

Jesper Blomqvist: meia e atacante de boa qualidade e técnica, Blomqvist não teve tanto destaque pela seleção sueca, mas cumpriu seu papel quando exigido naquela Copa. Disputou 30 partidas com a camisa amarela e azul e teve destaque jogando pelo Göteborg-SUE (pelo qual marcou o gol que Pelé não conseguiu – aquele do drible de corpo sem tocar na bola. Veja clicando aqui).

Martin Dahlin: filho de mãe sueca e pai afro-venezuelano, Martin Dahlin não se destacava diante de tantos loiros apenas pela pele mulata, mas também pelo futebol técnico, incisivo e impetuoso. Autor de quatro gols na Copa de 1994, formou uma ótima dupla de ataque ao lado do grandalhão Kennet Andersson e foi uma das armas principais da equipe sueca durante a trajetória nos EUA. Em 60 jogos pela Suécia entre 1991 e 1997, Dahlin marcou 29 gols.

Tommy Svensson (Técnico): mesmo com o crime de ter recuado sua equipe na semifinal contra o Brasil, não se pode negar o grande trabalho do treinador em montar uma das maiores seleções da história da Suécia. A equipe de Svensson mostrou uma força marcante nas investidas ao ataque e também na hora de se defender. O terceiro lugar nos EUA foi merecido para os suecos, mas não custava nada ser mais ousado e lançar Brolin, Larsson, Kennet Andersson e Dahlin ao ataque contra Aldair, Márcio Santos, Jorginho e Branco. A briga seria enorme. Com chances de a turma nórdica sair vencedora…

*Sobre o autor

Guilherme Diniz é jornalista desde 2009 e decidiu criar o Imortais do Futebol em 2012, ao perceber que não existia em nenhum lugar informações detalhadas sobre times, seleções e craques sem ser em revistas esporádicas (e incompletas), textos dispersos na wikipedia ou em sites diversos. Com isso, ele criou o blog e foi alimentando-o dia após dia até transformar um hobby em um árduo trabalho que chegou a mais de 370 textos em apenas dois anos. Desde então, são mais de 400 textos que já viraram fonte de pesquisas, artigos e até temas de palestras de técnicos e professores. Além disso, o Imortais já cedeu alguns de seus textos para a ONG Worldreader e auxiliou vários verbetes da Wikipedia como fonte. O Imortais também possui perfis no Facebook e no Twitter.