Diego Costa sempre trata de levar o Atlético de Madrid à vitória (Foto: AP)

A impressão é que o Atlético de Madrid sempre vai dar um jeito de vencer

Estava complicado. O Elche, desesperado na luta contra o rebaixamento, defendia bem. O Atlético, cansado de tantas batalhas e partidas decisivas, não jogava bem. David Villa ainda perdeu um pênalti que poderia ser o gol da tranquilidade para os milhares de torcedores ansiosos pelo título espanhol que se separou deles em 1996 e nunca mais voltou. Eles atenderam ao pedido do maestro Diego Simeone, na metade do segundo tempo, e cantaram ainda mais alto no Vicente Calderón. E de alguma forma o Atlético arranjou um jeito de retribuir e vencer, por 2 a 0.

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Quem representa melhor o que é esse Atlético de Madrid é Diego Costa. A vitória tem que vir a qualquer custo, mesmo que isso signifique enfiar o joelho na trave. Mesmo que custe sangue. Tecnicamente, não foi a melhor partida do vice-artilheiro de La Liga, mas o brasileiro nunca deixou de tentar, nem de brigar. Em uma jogada no meio-campo, foram necessários dois golpes para que ele viesse ao chão. Troque o nome do jogador pelo nome do clube e temos um bom resumo da temporada do Atlético.

Os méritos de Simeone nunca podem ser minimizados. Nenhum grupo de pessoas compartilha um sentimento tão forte de propósito e determinação sem um grande líder. E ele também trabalha muito. O time sabe o que fazer em todas as situações. Quando precisa furar defesas, resistir à pressões ou matar o jogo no contra-ataque. Antes do escanteio que resultou no gol de Miranda, ele fez um sinal. A jogada foi executada da forma como ela foi ensaiada. Repetição, treinamento, trabalho. Na segunda trave, o brasileiro, muito merecedor de uma vaga na Copa do Mundo, cabeceou às redes.

>>>> Esse Atlético de Madrid tem um coração do tamanho da Europa

Antes do primeiro gol, parecia que o Atlético de Madrid tropeçaria no Elche. Depois dele, ficou claro o quanto essa sensação era ingênua e que a vitória viria com a mesma inevitabilidade da Páscoa. Mas por que correr riscos? O time do contra-ataque teve uma chance com Diego Costa, que chutou em cima do goleiro. Pouco depois, o atacante foi derrubado dentro da área, conseguiu a expulsão de Cristian Sapunaru e cobrou bem o pênalti. Fim de papo.

O Atlético de Madrid vai construindo uma história inesquecível partida a partida. Faltam quatro. Se ele ganhar as três primeiras, e a impressão é que esses jogadores vão encontrar um jeito de fazer isso, entra no Camp Nou, na última rodada, com o título garantido, apenas para ser aplaudido pelo Barcelona. As palmas que vão representar a reverência de todos que conseguirem reconhecer a dimensão do feito que será alcançado.

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