It’s coming home? O canto dos torcedores ingleses, que era um pouco piada, vai se tornando mais possível. A Inglaterra fez o seu melhor jogo na Copa do Mundo diante da Suécia, venceu por 2 a 0 com autoridade, e volta a uma semifinal do Mundial pela primeira vez desde 1990, na Itália. O desempenho do time de Gareth Southgate foi muito bom, defensiva e ofensivamente. Conseguiu criar chances que poderiam ter até ampliado o placar. Na defesa, até sofreu em alguns lances, mas contou com algo que os ingleses não estavam acostumados: um goleiro fazendo excelentes defesas. O time inglês vai a campo na próxima quarta-feira, diante do vencedor de Rússia e Croácia. E sonhando que é possível voltar a levantar a taça.

Bola parada

A Suécia é um time forte na bola parada, ofensiva e defensivamente. Só que a Inglaterra é também. E foi assim, em um escanteio cobrado por Ashley Young, o zagueiro Harry Maguire subiu bem de cabeça e marcou 1 a 0, aos 30 minutos do primeiro tempo. No lance, bem ensaiado, os jogadores ingleses fazem um trenzinho, ficando um atrás do outro, para confundir e dificultar a marcação, com outros jogadores fazendo a parede para que vai cabecear.

Falta de criatividade

A Suécia não é um time que se consagrou por ser um time criativo e, quando isso foi necessário, perdendo o jogo, a Suécia sofreu. No primeiro tempo, contra uma Inglaterra organizada, o time teve problemas e viu os ingleses criarem mais chances, mesmo já vencendo o jogo.

Henderson e chances inglesas

Os ingleses criaram boas chances no primeiro tempo. Sterling, particularmente, teve duas ótimas. A primeira, ao receber de Lingard, ele perdeu ao se enrolar, mesmo na cara do gol. O árbitro livrou a cara do jogador do Manchester City ao marcar impedimento, após o lance. Um minuto depois, um lançamento magistral de Henderson deixou Sterling na cara do gol e, mais uma vez, o camisa 10 inglês se enrolou com a bola e perdeu a chance.

Pickford

Antes dos dois minutos do segundo tempo, a Suécia teve a sua melhor chance no jogo até ali. Em um cruzamento do lado esquerdo de Augustinsson, Berg subiu bem de cabeça e tocou para baixo, mas o goleiro PIckford fez uma excelente defesa. Crucial para impedir o empate e a reação da Suécia, que crescia no jogo.

Depois, com o placar já em 2 a 0 para a Inglaterra, Pickford foi novamente muito bem. Fez uma defesa absurda em uma das raras boas jogadas trabalhadas da Suécia. Claesson veio com habilidade da direita, entrou na área, tocou para Toivonen, que cruzou para Berg ajeitar e o próprio Claesson chutar. Boa defesa de Pickford, e a defesa conseguiu bloquear o rebote e depois tirar a bola. Depois, defendeu um chute de Berg, que girou em cima da marcação depois de um cruzamento e chutou no meio, mas exigiu defesa do goleiro inglês.

Bola trabalhada

Inglaterra com a bola. A Suécia, como esperado, tinha menos posse de bola. Depois do bom início dos suecos no segundo tempo, os ingleses retomaram as rédeas da partida. E passou a atacar, trabalhando a bola com paciência e tranquilidade. Chegou ao segundo gol exatamente dessa forma.

Em uma bola trabalhada que começou na esquerda, terminou na direita com um cruzamento de Trippier para a segunda trave, onde estava Dele Alli, livre: cabeçada e gol: 2 a 0 para os ingleses. Um gol que premiava o bom jogo da Inglaterra.

Controle de jogo

Com o placar de 2 a 0, a Suécia tentou avançar, pressionar e criar chances, mas faltou recursos para isso. O time não conseguia se tornar mais ofensivo ou criativo. Os ingleses, por sua vez, controlaram bastante o jogo, souberam o que fazer com a bola e ficaram mais perto de marcar o terceiro gol do que sofrer o primeiro. Assim, teve alguns contra-ataques que o time acabou desperdiçando, mas o jogo já parecia encaminhado. Nos minutos finais, os ingleses pareciam muito maduros em campo, sabendo o que faziam.

FICHA TÉCNICA

Suécia 0x2 Inglaterra

Local: Arena Samara, em Samara (Rússia)
Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)
Gols: Maguire aos 30’/1T, Dele Alli aos 13’/2T (Inglaterra)
Cartões amarelos: John Guidetti aos 42’/2T, Sebastian Larsson aos 48’/2T (Suécia), Harry Maguire (Inglaterra)

Suécia

Robin Olsen; Emil Krafth (Pontus Jansson aos 40’/2T), Victor Lindelöf, Andreas Granqvist e Ludwig Augustinsson; Viktor Claesson, Sebastian Larsson, Albin Ekdal e Emil Forsberg (Martin Olsson aos 20’/2T); Ola Toivonen (John Guidetti aos 20’/2T) e Marcus Berg. Técnico Janne Andersson

Inglaterra

Jordan Pickford; Kyle Walker, John Stones e Harry Maguire; Kieram Trippier, Jesse Lingard, Jordan Henderson (Eric Dier aos 40’/2T), Dele Alli (Fabian Delph aos 32’/2T) e Ashley Young; Raheem Sterling (Marcus Rashford aos 46’/2T) e Harry Kane. Técnico: Gareth Southgate