Fora da Copa do Mundo, a Itália tentou mostrar à Inglaterra que poderia fazer frente a ela, em mais um amistoso supostamente prestigioso desta terça, em Wembley. O time de Gareth Southgate jogara bem no primeiro tempo, e saía de campo em vantagem Aí, o “videoárbitro” foi cruel com James Tarkowski, estreando na seleção inglesa: aos 42 minutos do segundo tempo, uma jogada do zagueiro do Burnley foi julgada como pênalti, e rendeu o empate em 1 a 1.

Como dito, a Azzurra começou assustando em Londres. Aos três minutos, John Stones foi lento na saída de bola, e Ciro Immobile aproveitou para roubá-la, invadindo e finalizando. Contudo, o zagueiro se recuperou e já evitou que o chute tivesse força, cortando para escanteio. Os atacantes da Inglaterra até tentavam jogadas, mas raramente tinham espaço para elas. Aos 10′, Jamie Vardy recebeu o passe em profundidade, mas antes de finalizar, Mattia de Sciglio já interceptou a bola, e ela ficou disponível para Gianluigi Donnarumma pegá-la. De mais a mais, os atacantes transalpinos davam trabalho, como aos 16′: Antonio Candreva cruzou da direita, e Ciro Immobile apareceu livre do lado oposto da grande área, cabeceando por cima do gol, com perigo.

Todavia, pouco a pouco, com paciência, a Inglaterra cresceu em campo. No jogo aéreo: aos 23′, Kieran Trippier cobrou escanteio, e John Stones subiu sozinho. Porém, seu cabeceio saiu fraco, e Donnarumma pegou com tranquilidade. No minuto seguinte, já houve mais perigo: Raheem Sterling lançou a bola, e Vardy apareceu livre para a finalização. Mas Donnarumma foi perspicaz e pegou.

Na tentativa seguinte, aos 26 minutos, a lentidão dos zagueiros italianos (e certa ingenuidade) renderam o primeiro gol ao time anfitrião em Wembley. Imediatamente após ser derrubado, Jesse Lingard cobrou rapidamente uma falta próxima à área, com a defesa desarrumada, e Vardy pegou a bola na direita. Esta chance, o atacante do Leicester aproveitou: arremate forte em diagonal e 1 a 0. Jogada semelhante quase ocorreu aos 38′, quando Sterling puxou o contra-ataque, e deixou a bola para Ashley Young finalizar, em chute que saiu rente à trave esquerda de Donnarumma.

No segundo tempo, como esperado, as várias alterações reduziram muito o ritmo do jogo – e também as chances de gol. A única vez em que a Inglaterra ficou próxima do segundo gol foi aos 16 minutos: imediatamente após entrar, Adam Lallana arriscou chute fraco, fácil para Donnarumma. A finalização de Sterling, aos 63′, saiu um pouco mais forte, mas o goleiro italiano também agarrou tranquilamente. Já a Itália só chegou seriamente perto do empate aos 33, em voleio de Lorenzo Insigne, na diagonal, rente à trave de Jack Butland – o titular desta terça, no gol.

E quando o jogo se encaminhava para um fim aparentemente tranquilo, aos 42, o VAR deu razões para Tarkowski se lamentar. Ao marcar Federico Chiesa, o zagueiro pisou levemente no pé do atacante, quando este já caía. O juiz Deniz Aytekin quis olhar o lance no vídeo, julgou que o pisão foi faltoso, marcou pênalti, e Insigne cobrou muito bem para o 1 a 1, empate bom para ambos. Ainda em compasso de espera por um novo treinador, a Itália tentou reduzir ao máximo eventuais danos (e até conseguiu). Já a Inglaterra mostrou nesta terça velocidade não vista no amistoso passado, pelo menos durante a etapa inicial. Alguns reservas contra a Holanda foram titulares e mostraram melhora, como Vardy e Ashley Young. Outros, como Lingard, repetiram boas atuações. Tudo isso, configurando um time inglês que pode até ser “mais ou menos”. Mas, por ora, até por saber de suas limitações, está mais para “mais”.