O Independiente Santa Fe se tornou o primeiro clube a sobreviver às preliminares da Libertadores 2018 e a avançar à fase de grupos da competição continental. O Santiago Wanderers andava em baixa, especialmente depois de ser rebaixado no Campeonato Chileno. A demonstração de força dos Cardenales, ainda assim, vale para que seus adversários na próxima etapa da competição tenham cuidado. Os colombianos atropelaram os visitantes no Estádio El Campín. Vitória por 3 a 0, que apresentou algumas virtudes da equipe e também nomes para se prestar atenção durante os próximos meses.

O Santa Fe já tinha adiantado o serviço em sua visita ao Chile, batendo o Wanderers por 2 a 1. Já nesta terça, o empate já seria suficiente aos anfitriões. Apesar disso, eles se empenharam para vencer mais uma vez e elevar o moral rumo à fase principal da competição sul-americana. Durante o primeiro tempo, Wilson Morelo abriu o placar, aproveitando erro defensivo dos adversários. E o centroavante repetiu a dose na etapa complementar, ao completar cruzamento da esquerda. Por fim, houve tempo para que o capitão William Tesillo anotasse um bonito tento, matando no peito e tocando por baixo do goleiro. Triunfo inquestionável dos Cardenales.

Morelo, aliás, merece um destaque à parte. O centroavante atravessa uma fase inspiradíssima nesta Libertadores. O camisa 19 havia marcado duas vezes contra o Deportivo Táchira, na fase anterior, e fez os quatro tentos nos duelos com o Santiago Wanderers. Não é um jogador de grande presença física, mas combina potência e oportunismo. Suas chegadas em velocidade são uma ameaça constante, ele sabe trabalhar em espaços reduzidos e não economiza na força durante as finalizações. Dos seis tentos, dois vieram em cobranças de pênaltis.

Além do mais, o Santa Fe ressaltou outras qualidades. É um time bastante direto em suas ações, que parte para cima quando recupera a bola. A velocidade pelos lados do campo, especialmente, é uma arma para abrir brechas nas defesas adversárias. E também ameaça nas bolas paradas. Tem as suas imperfeições, como se viu pelas dificuldades apresentadas contra o Deportivo Táchira, quando os desleixos na defesa quase complicaram a classificação. Há uma certa letargia na proteção e os erros de posicionamento são recorrentes. Também não é um time tão forte quanto aqueles dos Cardenales em temporadas passadas, capazes de grandes campanhas nos torneios continentais. De qualquer forma, inspira cuidados. Tem predicados para buscar uma vaga nos mata-matas.

O problema será de Flamengo, River Plate e Emelec, os concorrentes no Grupo 4. A princípio, os argentinos são favoritos, pelo nível de investimento e pelo “copeirismo” que o time de Marcelo Gallardo apresentou em outras temporadas. Os brasileiros poderiam dar um passo à frente, mas o histórico recente no torneio depõe contra e os rubro-negros precisarão se provar. Enquanto isso, Emelec e Santa Fe são franco-atiradores com ótima mira. Os equatorianos começam a esquentar os motores agora para a temporada, mas vêm do título nacional, têm jogadores tarimbados e um verdadeiro caldeirão nos jogos em casa. Já os colombianos deram o seu cartão de visitas nas duas fases anteriores. Sem dúvidas, uma das chaves mais equilibradas e difíceis da Libertadores nos últimos anos. Pior para quem tentará avançar.