Os erros de arbitragem caíram 8,8% desde a introdução do árbitro de vídeo no Campeonato Italiano, afirmou Nicola Rizzoli, responsável por designar juízes para os jogos da Serie A. Nesta segunda-feira, ele, Carlo Tavecchio, ex-presidente da Federação Italiana e comissário da liga, e Roberto Rosetti, o homem que chefia o VAR na Itália, fizeram um balanço do projeto, depois de uma reunião com os treinadores dos clubes. Reconheceram que ainda estão aprendendo a utilizar a nova tecnologia, mas destacaram a evolução do protocolo nesses primeiros seis meses.

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Rosetti deu números. Nas 210 partidas que foram observadas pelo árbitro de vídeo, houve 1078 análises, média de 5,1 por jogo. Desses lances, apenas 60 foram corrigidos, um a cada 3,5 duelos; 43 foram checados em campo pelo árbitro e 17 foram decididos unicamente pelo VAR. O tempo médio de revisão foi de 1min22s nas primeiras três rodadas, mas já foi reduzido a 29 segundos, de acordo com Rosetti. Quando há uma decisão anulada, a paralisação caiu de 2min35s para 1min15s. Rosetti também afirmou que o tempo de bola rolando em cada confronto subiu dois minutos em relação à temporada 2015/16. “Nosso objetivo era não interferir demais e não interromper demais a partida: o risco era arruinar o futebol”, disse.

Rizzoli expandiu as estatísticas: segundo ele, das 60 correções realizadas pelo VAR, 11 foram erradas. “Um erro foi de protocolo, em que o árbitro parou a jogada cedo demais. Uma foi porque a posse de bola estava no ataque, houve dois impedimentos, um pênalti e seis bolas na mão”, explicou. Conta que, sem o árbitro de vídeo, o índice de erros era de 5,6%. Com a tecnologia, caiu para 1%. “O nosso objetivo é chegar a praticamente zero erros, mas 1% é certamente aceitável. Os erros caíram 8,8%, enquanto os pênaltis subiram 5,5%, o que significa que há mais controle dentro da área”, justificou. Segundo ele, o número de cartões vermelhos diminuiu e não houve nenhuma advertência por reclamação nesta temporada, contra cinco no ano passado. “Essas estatísticas são muito positivas para nós. Há atitudes mais compostas e benefícios para o espetáculo”, disse.

Foi mostrado um vídeo de um erro da utilização do vídeo. Um pênalti dado para o Genoa contra a Juventus. “O pênalti não havia sido visto e a decisão foi corretamente modificada”, disse Rizzoli. “A posição de impedimento anterior do atacante, no entanto, não foi avaliada. Erramos isso e admitimos. Como eu já disse, precisamos de experiência e vamos tentar garantir que esses erros não aconteçam no futuro. Alguns erros foram cometidos e poderiam ter sido evitados. Mas é assim que você aprende”.

Rizzoli reiterou que técnicos e jogadores podem ser punidos se requisitarem a utilização do VAR, mas que a arbitragem, quando puder, dará explicações sobre as suas decisões. “Não nos escondemos atrás dos nossos erros. O árbitro tem que levar o tempo necessário: a decisão correta é mais importante do que o tempo perdido”, encerrou.