A última rodada do Grupo G das Eliminatórias da Copa na Europa não valia muito em termos de classificação. A Espanha já estava garantida na Copa, assim como a Itália já tinha o segundo lugar garantido e, assim, um lugar na repescagem pela pontuação. Porém, os dois jogos valiam para as duas favoritas por um motivo: ranking da Fifa. A Espanha esperando uma improvável combinação que a leve a ser cabeça de chave; a Itália fugindo de ficar no pote 2 do sorteio da repescagem, que pode complicar seu caminho rumo à Copa 2018.

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No lado da Itália, o jogo foi, mais uma vez, muito fraco. A Azzurra teve uma apresentação até ligeiramente melhor que o empate em 1 a 1 com a Macedônia, mas a qualidade do jogo ainda foi bastante sofrível. O gol de Antonio Candreva, no segundo tempo, chegou como uma salvação do time que foi melhor em campo, sim, mas ainda longe de ter uma atuação convincente.

O gol, porém, é fundamental para a vitória por 1 a 0. O time, assim, fica no pote 1 da repescagem, junto com Portugal/Suíça, Croácia e Dinamarca. A única chance de mudança é a França ficar em segundo lugar no grupo, o que empurraria a Dinamarca para o pote 2.

A Eslováquia deve ficar fora como pior segunda – só não acontece isso se a Grécia conseguir o feito de não ganhar de Gibraltar. Bom, foi a Grécia que perdeu duas vezes para as Ilhas Faroe (com Claudio Ranieri no comando, seu último trabalho antes do Leicester, aliás). No pote 2 da repescagem devem ficar Suécia (salvo se perder de 8 a 0 da Holanda), Irlanda do Norte, Grécia (a não ser que não vença Gibraltar) e Irlanda.

Os italianos escaparam do pote 2. Precisam começar a jogar melhor para, em novembro, disputarem a repescagem. Pode vir uma Suécia, que é um adversário difícil e que já deve deixar a Holanda pelo caminho. Os outros devem oferecer enormes desafios ao ataque italiano, que sofre para marcar gols. Irlanda do Norte, Grécia e Irlanda são times que devem ter uma estratégia bastante defensiva. Ainda assim, melhor que enfrentar Portugal/Suíça, Croácia ou Dinamarca, times mais técnicos e mais fortes.

Espanha espera um milagre para ser cabeça de chave

Em Israel, a Espanha entrou com muitas modificações feitas pelo técnico Julian Lopetegui, dando chance a jogadores que não vinham atuando. Um deles foi o autor do gol da vitória. Asier Illarramendi, da Real Sociedad, aproveitou uma bola de rebote em escanteio para chutar de fora da área e marcar o único gol do jogo: 1 a 0 para a Espanha.

Israel teve uma despedida. Yossi Benayoun, 37 anos, fez seu último jogo pela seleção israelense. Foram feitas diversas homenagens ao jogador, que passou por diversos clubes, entre eles Chelsea e Liverpool. Foi o maior destaque de Israel, já que o time segue sem vencer desde outubro de 2016, quando bateu a fraca Liechtenstein.

Só que para ser cabeça de chave, a Espanha precisa de uma combinação bastante improvável. Primeiro, precisava que Gales não se classificasse, o que aconteceu. Mas ainda existem alguns requisitos que precisam ser cumpridos nesta terça:

– Bélgica: tem que perder de Chipre;

– Argentina: não pode se classificar;

– Portugal: deve empatar com a Suíça e ficar em segundo lugar no seu grupo;

– Suiça: empatar com Portugal;

– França: não pode ganhar de Belarus;

– Peru: não pode ganhar da Colômbia;

– Chile: não pode ganhar do Brasil.

É possível, mas não é provável. Portanto, é muito provável que vejamos a Espanha no pote 2 do sorteio dos grupos da Copa no fim do ano. E ninguém irá querer ter a Roja no seu grupo…