Boateng é convidado pela ONU para evento contra o racismo

Kevin-Prince Boateng e os jogadores do Milan deixaram o gramado após os insultos racistas da torcida do Pro PatriaKevin-Prince Boateng e os jogadores do Milan deixaram o gramado após os insultos racistas da torcida do Pro Patria

Por Leandro Stein 16/01/2013 18:41

A atitude de Kevin-Prince Boateng contra o racismo, ao se retirar de campo em amistoso com o Milan após ser ofendido por torcedores adversários, foi reconhecida pela ONU. O meio-campista foi convidado a participar do Dia Internacional de Eliminação da Discriminação Racial, que acontece no dia 21 de março.

Promovido pela organização há 45 anos, o evento homenageia 69 pessoas mortas pela polícia na cidade de Sharpeville, na África do Sul, em 1960. O massacre foi realizado durante um protesto pacífico contra leis do Apartheid.

A decisão acontece logo após a Federação Italiana de Futebol absolver Boateng de punições por sua atitude. “Se um jogador sofre racismo e seus companheiros demonstram solidariedade, o valor essencial do esporte e da civilidade faz com que o clube não seja penalizado”, afirmou a entidade. Já o Pro Patria, adversário do Milan na ocasião, foi sancionado com uma partida com portões fechados, além de multa de € 5 mil.

A atitude de Boateng foi elogiada por diversos jogadores engajados no combate ao racismo, entre eles Rio Ferdinand, Nigel De Jong e Vincent Kompany. Já o presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi um dos poucos a se contrapor ao meia rossonero, afirmando que “sair de campo não é a solução para combater o racismo”.