Ao contrário de outros elencos brasileiros que disputavam a Libertadores em 2017, o Grêmio não se baseou em “estrelões” para construir a sua força. O trabalho de montagem do time segue um norte nos últimos anos, e quase sempre foge da badalação. O time finalista do torneio continental se moldou basicamente a partir de jogadores lapidados nas categorias de base, talentos descobertos ainda muito jovens e nomes mais tarimbados que passavam fora do radar da maioria dos outros clubes. Neste ano, em especial, os tricolores se voltaram principalmente a medalhões que estavam em baixa, com diversas apostas de risco. Uma fórmula que rendeu de maneira impressionante nas mãos de Renato Portaluppi, possibilitando uma equipe de futebol ofensivo e ótimos resultados. Uma equipe que enfrentará o Lanús pela taça mais importante das Américas a partir desta quarta.

VEJA TAMBÉM: Genialidades e provocações: A história de Renato na Libertadores como jogador do Grêmio

O próprio Renato, afinal, era uma escolha nebulosa da diretoria. Carregava consigo uma idolatria inquebrantável entre os torcedores tricolores, mas sem resultados recentes que embasassem a sua escolha. Os grandes times da Libertadores nos últimos anos, no entanto, não seguem grande lógica em sua formulação. O que vale é a postura vista em campo, e nisso o Grêmio não deixa qualquer interrogação sobre o seu mérito. Desde a Copa do Brasil, voltou a ser o time copeiro que habitou os melhores sonhos dos gremistas, mas de um jeito diferente de emplacar os seus resultados, fluido na busca pelos gols.

Ao final, as duas campanhas marcantes nos mata-matas acabam por elevar o patamar de alguns jogadores, como Luan e Pedro Geromel, cotados entre os melhores do país. Isso sem contar os que refizeram o seu moral, a exemplo de Léo Moura e Bruno Cortez; os que mostraram a que vieram, principalmente Barrios; ou que almejam que este seja apenas o primeiro passo a um horizonte maior, em especial o talentoso Arthur.

Obviamente, nem tudo foi acerto ao Grêmio na formação de seu grupo. Miller Bolaños talvez seja o maior caso sobre quem se esperava muito e o retorno saiu bem abaixo. Outros tiveram problemas físicos sérios e não puderam atuar com frequência, sobretudo Maicon e Douglas. Isso sem contar os que apenas tateiam os seus rumos com a camisa tricolor, trazidos recentemente. Cícero é quem vem sendo mais útil desde as semifinais. De qualquer maneira, o aproveitamento da diretoria em suas contratações é acima da média, até pelas desconfianças que muitas delas suscitavam.

Abaixo, como já fizemos em outras ocasiões na Trivela, contamos como foi a afirmação das principais peças do Grêmio na Libertadores – todos os atletas com ao menos cinco aparições na competição. Fazemos um breve resumo da trajetória de cada um, dando ênfase principalmente ao momento em que a diretoria gremista realizou sua aposta. Um time que, de longe, pode parecer improvável. Mas que se encaixou muitíssimo bem e mantém as esperanças da massa enorme de torcedores em reconquistar a América.


Ao contrário de outros elencos brasileiros que disputavam a Libertadores em 2017, o Grêmio não se baseou em “estrelões” para construir a sua força. O trabalho de montagem do time segue um norte nos últimos anos, e quase sempre foge da badalação. O time finalista do torneio continental se moldou basicamente a partir de jogadores lapidados nas categorias de base, talentos descobertos ainda muito jovens e nomes mais tarimbados que passavam fora do radar da maioria dos outros clubes. Neste ano, em especial, os tricolores se voltaram principalmente a medalhões que estavam em baixa, com diversas apostas de risco. Uma fórmula que rendeu de maneira impressionante nas mãos de Renato Portaluppi, possibilitando uma equipe de futebol ofensivo e ótimos resultados. Uma equipe que enfrentará o Lanús pela taça mais importante das Américas a partir desta quarta.

O próprio Renato, afinal, era uma escolha nebulosa da diretoria. Carregava consigo uma idolatria inquebrantável entre os torcedores tricolores, mas sem resultados recentes que embasassem a sua escolha. Os grandes times da Libertadores nos últimos anos, no entanto, não seguem grande lógica em sua formulação. O que vale é a postura vista em campo, e nisso o Grêmio não deixa qualquer interrogação sobre o seu mérito. Desde a Copa do Brasil, voltou a ser o time copeiro que habitou os melhores sonhos dos gremistas, mas de um jeito diferente de emplacar os seus resultados, fluido na busca pelos gols.

Ao final, as duas campanhas marcantes nos mata-matas acabam por elevar o patamar de alguns jogadores, como Luan e Pedro Geromel, cotados entre os melhores do país. Isso sem contar os que refizeram o seu moral, a exemplo de Léo Moura e Bruno Cortez; os que mostraram a que vieram, principalmente Barrios; ou que almejam que este seja apenas o primeiro passo a um horizonte maior, em especial o talentoso Arthur.

Obviamente, nem tudo foi acerto ao Grêmio na formação de seu grupo. Miller Bolaños talvez seja o maior caso sobre quem se esperava muito e o retorno saiu bem abaixo. Outros tiveram problemas físicos sérios e não puderam atuar com frequência, sobretudo Maicon e Douglas. Isso sem contar os que apenas tateiam os seus rumos com a camisa tricolor, trazidos recentemente. Cícero é quem vem sendo mais útil desde as semifinais. De qualquer maneira, o aproveitamento da diretoria em suas contratações é acima da média, até pelas desconfianças que muitas delas suscitavam.

Abaixo, como já fizemos em outras ocasiões na Trivela, contamos como foi a afirmação das principais peças do Grêmio na Libertadores. Fazemos um breve resumo da trajetória de cada um, dando ênfase principalmente ao momento em que a diretoria gremista realizou sua aposta. Um time que, de longe, pode parecer improvável. Mas que se encaixou muitíssimo bem e mantém as esperanças da massa enorme de torcedores em reconquistar a América.