Jürgen Klopp é um técnico conhecido por sua personalidade, por ser muito atuante à beira do gramado e por ser expansivo. Seu carisma normalmente conquista os torcedores. Mais do que tudo isso, porém, é um técnico competente, com um bom retrospecto tanto no Mainz, quanto no Borussia Dortmund e no Liverpool. Apaixonado pelo que faz, o técnico, porém, diz que não precisa do futebol para ser feliz e ressalta que a pressão nessa profissão é muito alta. Aos 50 anos, ele comentou sobre planos futuros, inclusive de aposentadoria.

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Arsène Wenger decidiu deixar o Arsenal ao final da temporada, aos 68 anos. O treinador francês sofre intensa pressão desde que os resultados do Arsenal passaram a ser cada vez piores, a ponto do time não conseguir classificar-se à Champions League na última temporada e, novamente, estar a caminho de repetir o mau desempenho nesta.

Em uma entrevista, Klopp revelou nesta semana que irá dar um tempo de um ano do futebol, tirar um ano sabático, assim que deixar o Liverpool. A combinação sobre isso foi com a sua família. Contratado pelos Reds em 2015, ele tem contrato com o clube até 2022. Se ficar até lá, o alemão completaria sete anos no clube, o mesmo tempo que passou no comando do Mainz e depois no Borussia Dortmund.

Na entrevista, o técnico afirmou também sobre aposentadoria. “É possível que eu encerre a minha carreira muito mais cedo do que os técnicos normalmente fazem”, afirmou o treinador à Sky, da Alemanha. “É muito intenso. Eu não quero morrer no banco de treinadores. Depois do Liverpool, eu com certeza tirarei um ano de pausa. Este é um acordo claro com a minha família”.

Com a repercussão da sua entrevista e a aposentadoria de Wenger, o assunto foi novamente tocado na entrevista coletiva com vistas ao jogo do Liverpool neste sábado, na Premier League. “É um trabalho intenso, é verdade”, afirmou o alemão”. “Eu só falei sobre isso em uma entrevista porque o entrevistador me perguntou”.

“Eu amo o que eu faço. Eu gosto disso. Mas a maioria dos trabalhos é intensa. A grande diferença é que estamos constantemente em foco. Eu preciso do fato de ser famoso? Não. Eu não preciso nem um pouco. Eu não me sinto assim, especial”, disse o treinador.

“Eu ficaria muito feliz em parar com isso um dia, as pessoas pararem de falar quando eu parar. Eu não preciso disso, mas é parte do negócio. Nós somos muito bem pagos, então tudo bem. Nós podemos ter uma vida que não poderíamos nem sonhar. Mas eu não preciso do futebol para ser feliz. Neste momento, eu amo, mas eu não precis. Haverá um momento que eu direi: ‘muito obrigado’, mas eu não sei quando”, disse o treinador.

O Liverpool joga contra o West Bromwich neste sábado, às 8h30 (horário de Brasília). O jogo tem transmissão da ESPN Brasil. Na próxima terça-feira, o time enfrenta a Roma em casa, no estádio de Anfield, no jogo de ida pela semifinal da Champions League.