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La Décima x La Primera: O quanto a Champions significa para Atlético e Real Madrid

O objetivo de Atlético e Real Madrid é o mesmo neste momento. Conquistar a Liga dos Campeões é o sonho em comum de colchoneros e merengues. Uma taça que tem o mesmo brilho para ambos os times madrilenos, mas significados bastante diferentes. Para os blancos, é a renovação do domínio europeu, pelo qual são obcecados há mais de 60 anos. La Décima. Para os rojiblancos, o grito do clube como um gigante continental, curando a chaga da derrota que incomoda os torcedores há 40 anos. La Primera.

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A final no estádio da Luz carrega consigo o peso histórico das duas equipes. A ânsia do Real Madrid por seu décimo título continental e a angústia do Atlético de Madrid pelo primeiro. Um passado que pode pesar dentro de campo tanto quanto as camisas, e que serão fundamentais para entender tanto a alegria dos vencedores quanto a dor dos derrotados.

A obsessão por La Décima

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A Copa dos Campeões se tornou uma obsessão para o Real Madrid desde a sua criação. O surgimento do torneio se combinou com a formação do maior esquadrão da história do clube. O presidente Santiago Bernabéu contava com um grande estádio e, com Alfredo Di Stéfano e Gento, tinha também grandes craques à disposição. Precisava coroar os merengues com grandes títulos. O primeiro passo foi a conquista de La Liga em 1953/54 e 1954/55, encerrando um jejum de 21 anos. No ano do bicampeonato, o Real também faturou a Copa Latina, protótipo do torneio continental, que reunia equipes de Espanha, Itália, França e Portugal. Já a competição que abrangia todo o continente era a chance de expandir fronteiras para o resto da Europa, provar esse poderio.

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O Real Madrid se agarrou à oportunidade. Com o direito de participar da primeira edição da Copa dos Campeões, em 1955/56, priorizou a conquista europeia. E, a partir do primeiro título, estabeleceu uma dinastia. Manteve o direito de continuar disputando graças às conquistas. Passou a reforçar ainda mais seu elenco, contratando os melhores jogadores do mundo. Chegaram Puskás, Kopa, Didi e Santamaría, tarimbados pela fama internacional. Ano a ano, os merengues se impunham no torneio com goleadas e estádios lotados. E, mesmo tendo outros tantos timaços pela frente, conseguiu emendar o pentacampeonato – até hoje um recorde em competições continentais.

A primeira seca de títulos veio no início da década de 1960. Curta e totalmente compreensível. Di Stéfano, Puskás e os outros craques estavam no fim de carreira e outros esquadrões começavam a surgir, como o Benfica de Béla Guttmann e a Internazionale de Helenio Herrera, que fizeram os espanhóis vice-campeões em 1962 e 1964. Ainda assim, o Real empilhava taças nacionais (foi penta de La Liga entre 1961 e 1965) e batia na trave quase sempre na Copa dos Campeões. Até que em 1966 o título não escapou. Nos dez anos da primeira conquista, Miguel Múñoz e Gento ainda estavam lá para comandar os blancos rumo ao sexto título na competição europeia.

Conquistar a Europa já era uma obsessão ao Real Madrid. Clube e torcida haviam tomado gosto pelo topo. O problema é que os times montados entre a década de 1970 e a de 1980 não eram bons o suficiente para competir com outras potências, como Ajax, Bayern de Munique e Borussia Mönchengladbach. Os merengues voltaram a sentir o gosto da prata em 1981, superados pelo Liverpool. E, depois de seis anos de ausência do torneio e do bicampeonato na Copa da Uefa em 1985 e 1986, sentiram as maiores frustrações na Copa dos Campeões. Porque voltaram a contar com uma equipe fortíssima, liderada por Hugo Sánchez, Butragueño e Michel. E caíram três vezes nas semifinais entre 1987 e 1989, para Bayern, PSV e Milan.

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Quando a década de 1990 entrou, a Copa dos Campeões era mais do que uma necessidade ao Real Madrid. Era uma obrigação. Afinal, ao mesmo tempo em que o jejum se ampliava, o Barcelona se tornava o segundo clube espanhol a levantar a taça. Eram tempos do Dream Team de Johan Cruyff, que dominava o futebol espanhol e relegava aos merengues um papel secundário no país. A reconstrução demorou a acontecer e o clube, insistindo em contratações que não deram certo, ficou cinco anos de fora da Liga dos Campeões. Em 1995/96, voltou. Em 1997/98, finalmente tirou o grito da garganta.

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A equipe de Jupp Heynckes não era mais brilhante que o Real Madrid do final dos anos 1980, por exemplo. Porém, combinava a experiência e o talento necessários para quebrar o tabu de 32 anos sem dominar o continente. O caminho dos blancos não foi dos mais duros, é verdade. Só que, quando o time precisou, teve sangue nos olhos nas fases decisivas. Derrotou o Borussia Dortmund nas semifinais e a Juventus na decisão, dois timaços que marcaram época na década de 1990. Os veteranos Illgner, Sanchís, Redondo e Hierro conduziam jovens como Raúl, Roberto Carlos e Morientes, que redescobririam o caminho das glórias.

O momento era de hegemonia do Real Madrid. Depois da traumática queda para o Dynamo Kiev nas quartas de final de 1998/99, os blancos recuperaram o título em 1999/00. A equipe que mantinha a essência daqueles anos, com alguns bons jogadores estrangeiros e a valorização dos talentos locais – a exemplo de Iker Casillas, que estourava naquele momento. Entretanto, os dois títulos continentais não foram suficientes para manter Lorenzo Sanz na presidência. O dirigente foi derrotado nas eleições por Florentino Pérez e seu plano megalomaníaco. Prometia contratar os melhores jogadores do mundo e fazer a roda da fortuna girar através do ciclo vitorioso que se iniciava. A era dos Galácticos.

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Luís Figo e Zinedine Zidane foram os primeiros grandes craques a aportar no Santiago Bernabéu. Florentino quebrou o recorde de transferência mais cara da história duas vezes no intervalo de uma temporada. La Novena se concretizou em 2001/02, com a mítica vitória sobre o Bayer Leverkusen em Glasgow. Enquanto os jogadores comemoravam nos vestiários, o presidente fez um discurso que ficou gravado na história do madridismo: “Ganhamos a Novena e no ano que vem iremos pela Décima, logo pela Undécima, e pela Duodécima”. Tornava o enorme feito daquele momento apenas corriqueiro e prometia um novo domínio europeu do Real Madrid, que se interrompia ali.

A mera contratação dos melhores não foi suficiente para os merengues chegarem a La Décima. Ronaldo, Beckham, Owen e Robinho foram as últimas cartadas no projeto de Florentino Pérez. A Juventus estragou os planos em 2003, enquanto o Monaco foi o carrasco em 2004. Depois disso, as oitavas de final se tornaram o limite por seis anos consecutivos. Ramón Calderón se tornou presidente entre 2006 e 2009. Reverteu o plano de contratações bombásticas, foi bicampeão de La Liga, mas os blancos seguiam travados na Champions. A brecha para Florentino voltar ao poder com a segunda era dos Galácticos, trazendo Cristiano Ronaldo e Kaká para, enfim, cumprir sua promessa de La Décima.

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Somente os dois craques não conseguiram fazer o Real Madrid passar das oitavas. Por isso veio José Mourinho, tarimbado por dois títulos europeus com o Porto e a Internazionale. Como no final da década de 1980, os merengues pararam três vezes seguidas nas semifinais. Pior que isso, entraram em uma crise interna, que também se combinava ao sucesso do Barcelona, como no início dos anos 1990. Eram os piores momentos na Champions revisitados da pior maneira possível, após o clube torrar € 1,03 bilhões em reforços desde La Novena.

São 12 anos desde o último título, que parecem até mais longos que os 32 que angustiaram os blancos entre 1966 e 1998. Florentino Pérez mais uma vez enfiou a mão nos bolsos e gastou mais de € 170 milhões em Bale, Isco, Illarramendi, Carvajal e Casemiro. Uma nova geração para tentar estabelecer uma nova dinastia. E também com as novas ideias de Carlo Ancelotti, que conseguiu tornar o time ainda mais eficiente e botar ordem nos vestiários. Desta vez, para chegar ao menos na final.

O estigma de La Primera

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Quando a Copa dos Campeões surgiu, o Atlético de Madrid não era uma potência como o Real Madrid de Di Stéfano. Mas era uma das forças do Campeonato Espanhol. Entre 1950 e 1970, os colchoneros conquistaram o título nacional quatro vezes. Apenas um terço das 12 erguidas pelos merengues. Mas o mesmo tanto que o Barcelona, o segundo maior vencedor do período. Os blaugranas haviam montado um grande time na década de 1950, liderado por Kubala e Helenio Herrera, mas que foi incapaz de só conseguiu quebrar o domínio continental do Real em 1961 – e, mesmo assim, não resistiu ao Benfica na decisão. Enquanto o Barça entrava em declínio com o fim daquela geração, o Atleti se consolidava. Não havia uma definição clara sobre quem era a segunda força da Espanha a partir daquele momento.

A primeira participação do Atlético nos torneios europeus aconteceu em 1958/59, perdendo justamente para o Real Madrid na semifinal – depois de uma vitória para cada lado, o time de Di Stéfano e Puskás precisou se impor em um jogo de desempate, realizado em Zaragoza. Já na segunda, a primeira taça dos colchoneros. Por terem faturado a Copa do Rei de 1960/61, entraram na Recopa Europeia da temporada seguinte. Na decisão da competição recém-criada, desbancaram a então campeã Fiorentina. Ao longo da década de 1960, o Atleti se estabilizou no topo da tabela de La Liga, ficando seis vezes entre os três primeiros e faturando duas taças. Durante esse período, os rojiblancos contaram com jogadores lendários no clube, no nível de Vavá, Adelardo, Enrique Collar e Joaquín Peiró.

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O sucesso nos torneios nacionais tornou o Atlético de Madrid um frequentador habitual das competições europeias, ainda que não fosse a Copa dos Campeões. Naquele tempo, contudo, os colchoneros começaram a ganhar a pecha de time sofredor. Na decisão da Recopa de 1963, foram goleados pelo Tottenham por 5 a 1. Perderam no jogo de desempate das semifinais da Copa da Uefa de 1964 para a Juventus. Passaram a acumular decepções contra clubes de ligas menores, como o Vojvodina (IUG), o Göztepe (TUR) e o Zulte Waregem (BEL).

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O moral do Atleti só foi restabelecido a partir de 1970. Naquele ano, o time conquistou La Liga com uma nova geração preparada durante as temporadas anteriores. Luis Aragonés era a principal referência, ao lado de José Eulogio Gárate e Javier Irureta. Só que a esperança a esperança dos rojiblancos na Copa dos Campeões se esvaiu nas semifinais. Apesar da vitória em Manizares, a equipe não suportou o Ajax de Rinus Michels e Johan Cruyff em Amsterdã. O sonho acabava ali. Foram mais duas temporadas para que o time recuperasse o título de La Liga e ganhasse o direito de buscar a Europa outra vez. Para ficar marcado eternamente.

A Copa dos Campeões de 1973/74 marcou uma transição de forças. O tricampeão Ajax havia vendido Cruyff para o Barcelona e caiu logo nas oitavas de final, para o CSKA Sofia. O trono estava vago, e o Atlético de Madrid era um dos candidatos mais fortes. A equipe eliminou Galatasaray, Dinamo Bucareste, Estrela Vermelha e Celtic na campanha até a decisão. Passara as semifinais invicta e só sofreu gols em um dos oito jogos que tinha feito até ali. Teria pela frente o Bayern de Munique, base da seleção alemã que conquistou a Eurocopa de 1972 e bicampeão alemão – mas que, na Champions, também era apenas um principiante.

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O Estádio de Heysel, em Bruxelas, coroaria um campeão inédito na noite de 15 de maio. Quase 50 mil pessoas encheram as arquibancadas para assistir à decisão, sendo 25 mil rojiblancos. Foram 90 minutos de tensão, sem gols, que levaram a partida para a prorrogação. Aos nove minutos do segundo tempo extra, a explosão espanhola. Uma cobrança de falta primorosa de Luis Aragonés, sem dar chances a Sepp Maier, abriu o placar para os madrilenos. Os jogadores do Atleti já pensavam em como celebrariam a conquista quando veio o duro golpe. No último lance da partida, Hans-Georg Schwarzenbeck arriscou o chute do meio da rua. Rasteiro, longe de ser forte, morreu no canto da meta de Miguel Reina. Forçava uma partida extra para 48 horas depois, no mesmo Estádio de Heysel.

O Bayern de Munique estava motivado depois do milagre. O Atlético de Madrid, abatido. Os jogadores rojiblancos não conseguiram se concentrar para o reencontro. Sequer acreditavam que tinham perdido a taça daquela maneira, nos últimos instantes. Longe da melhor forma física e psicológica, o Atleti ainda perdeu dois jogadores importantes para o segundo duelo, José Ufarte e Javier Irureta. A equipe treinada por Juan Carlos Lorenzo acabou engolida pelos bávaros: 4 a 0 no placar, com dois gols de Uli Hoeness e dois gols de Gerd Müller – em lances em que a falta de brio dos colchoneros ficou clara. Do pequeno gosto da glória, o Atlético passava a amargar o fracasso retumbante daquela final.

Aquela derrota marcou a grande chance perdida pelo Atlético de Madrid. O campeão europeu que os colchoneros nunca foram. Em uma mesma temporada na qual o Barcelona de Cruyff e Rinus Michels reconquistava La Liga após 14 anos de jejum, voltando a se impor como uma força do país. O Atlético de Madrid, treinado por Luis Aragonés a partir da segunda metade de 1974, até conquistou a Copa Intercontinental naquele ano. Voltou a faturar La Liga em 1976/77, em uma equipe que contava com Luís Pereira, Leivinha, Rubén Cano e Marcelino. Naquele momento, o Atleti chegava a seu oitavo título nacional, apenas um a menos que o Barcelona. Mas foi o canto do cisne no Rio Manzanares, e a desde então ficou muito claro quem seria o clube a se colocar como principal concorrente do Real pelos troféus. De 1978 em diante, os gigantes espanhóis só não ficaram com o título em nove oportunidades. O Atleti, definitivamente, se tornou mero coadjuvante.

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Mesmo nas competições europeias, os colchoneros seguiam carregando a nuvem negra que impedia o seu sucesso. Em 1977/78, caíram para o Club Brugge nas quartas de final da Copa dos Campeões. Voltaram a uma decisão em 1985/86, engolidos para o Dynamo Kiev na Recopa. Limitado ao papel secundário em La Liga, os rojiblancos passaram a se contentar com a Copa do Rei, que conquistaram quatro vezes entre as décadas de 1980 e 1990. Muito pouco para a grandeza que tinham anos antes. A exceção aconteceu em 1995/96, com o doblete e a reconquista de La Liga após 19 anos, com o time de Simeone, Molina, Penev e Caminero. No entanto, o Atleti não resistiu ao Ajax nas quartas de final da Liga dos Campeões 1996/97. O último suspiro antes de se afundarem na crise financeira e serem rebaixado à segunda divisão em 1999/00.

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A reconstrução gradual levou o Atlético de volta à Copa da Uefa em 2007/08 e à Champions na temporada seguinte. Longe de repetir a campanha estrondosa de 1974. Como força secundária na Espanha, os colchoneros pareciam mesmo limitados à conquista da Liga Europa. Em 2010, faturaram o torneio pela primeira vez, estrelados por Diego Forlán e Sergio Agüero. Dois anos depois, a conquista se repetiu. Radamel Falcao García foi monstruoso na campanha que contou com nove vitórias em nove jogos dos mata-matas. Mas também estavam ali Diego Simeone e toda a base da equipe atual.

Poucos imaginavam que aqueles campeões da Liga Europa dariam um salto tão grande em duas temporadas. O Atlético de Madrid encerrou o jejum contra o Real Madrid e conquistou a Copa do Rei de 2012/13. Voltou a se sagrar campeão de La Liga após 18 anos, na mesma temporada em que chega à decisão da Liga dos Campeões. Os guerreiros de Simeone não deram margem a quaisquer traumas passados ao chegarem até Lisboa sem perder um jogo sequer. Quarenta anos depois do fatídico gol de Schwarzenbeck, os rojiblancos têm a chance de conquistar a Europa pela primeira vez.

O momento é esse, para ambos

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O Real Madrid nunca esteve tão maduro por La Décima. O clima de Hollywood não é o mesmo da primeira geração de Galácticos ou do início da segunda. Carlo Ancelotti soube contornar os egos para fazer o time, que voava desde os tempos de Mourinho, também funcionar nos momentos decisivos. Já o Atlético de Madrid está preparado por La Primera. O espírito derrotado dos colchoneros desapareceu com Diego Simeone, e as mostras disso são inúmeras. A forma como os colchoneros superaram o abatimento nos 45 minutos finais contra o Barcelona e suaram sangue para conquistar La Liga foi mais do que simbólica, foi concreta.

Se o Real for campeão, finalmente asseverará a estratégia de Florentino e confirmará os merengues como o clube mais poderoso do mundo. Caso a taça fique com o Atleti, a borracha passará pelo passado e os colchoneros podem voltar a pleitear um lugar entre os três grandes da Espanha. Não é a derrota, entretanto, que jogará fora tudo o que os madrilenos conquistaram nesta temporada. Adiará o sonho pela Champions, mas não ampliará os lamentos. Quarenta anos de sofrimento ou 12 anos de vontade já são suficientes para representar o quanto este troféu representa para os dois clubes de Madri.

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