Elegantemente ele segura a xícara de café cortado e leva à boca. Saboreia com a maior tranquilidade do mundo. Até parece um “gentemlan” inglês na hora de falar, jeito herdado do pai. Graças a ele, leva o vermelho no peito. Santiago José Pasman, 55 anos, mais conhecido com o “Tano”, é um cavalheiro e amante do bom futebol, mas sobretudo um apaixonado pelo River Plate.

“A primeira e única vez que fui a um enterro de um desconhecido foi ao de Ángel Labruna. Fui lhe agradecer por tudo que fez pelo River. Em setembro de 1983, quando eu tinha 24 anos, trabalhava no centro da cidade e não pude ir ao velório no Estádio Monumental, então peguei o metrô e fui ao cemitério da Chacarita. Há uma foto na revista El Gráfico que certifica que estive lá. Sou careca desde os 20 anos e há uma imagem aérea das pessoas que estão próximas e levam o caixão. Aí aparece minha careca, ninguém pode garantir, mas eu sei que sou eu. Esse dia chorei muito pelo Angelito”, suspira Pasman e seu olhar se perde.

Veja no Impedimento a entrevista completa com o mito Tano Pasman.