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A Libertadores só ganha com a presença do Nacional e listamos os motivos que mostram isso

O Oriente Petrolero que nos perdoe. O time de Santa Cruz de la Sierra tem sua graça, sua tradição e seus méritos. Mas como é bom ver o Nacional se classificando à fase de grupos da Libertadores! Os uruguaios tinham perdido na visita à Bolívia por 1 a 0. Porém, resguardado pelo guarda-chuva poderoso do técnico Gerardo Pelusso, o Bolso reverteu o resultado em Montevidéu. Triunfo por 2 a 0, brindado pela sorte dos anfitriões.

O Nacional abriu o placar com Iván Alonso, logo no início do primeiro tempo. A situação melhorou quando Mariano Brau recebeu o segundo amarelo, discutível, no início do segundo e deixou os uruguaios com um homem a mais. E, quando os tricolores já apelavam para Álvaro Recoba, tementes pelas penalidades, Carlos De Pena decidiu a 15 minutos do fim. Um chute sem tantas pretensões, da entrada da área, que contou com uma colaboração imensa do goleiro Carlos Arias, permitindo que o frango escapasse por entre as mãos.

A classificação do Nacional pode não ser boa notícia para Grêmio, Atlético Nacional e Newell’s Old Boys, seus adversários no Grupo 6. Para quem gosta de futebol, no entanto, a notícia é ótima.  Como assim? Nas próximas linhas, listamos cinco motivos que mostram como os tricolores dão um colorido diferente à Libertadores. E que só faz bem à competição:

A camisa pesa demais

O time atual pode não ser dos mais vistosos. As limitações são várias e o fato de ter que passar pela pré-Libertadores ajuda a expor isso. Entretanto, o Nacional tem camisa – e muita. Um time que possui três títulos continentais, além de três vices, merece muito respeito. E isso pode fazer a diferença quando algum rival tremer as pernas ao sentir o tamanho da tradição. Essa é a 41ª participação do Nacional na Libertadores, igualando o rival Peñarol como clube mais presente no torneio. Além disso, são 18 classificações consecutivas à fase de grupos, um recorde.

O Parque Central é um estádio sensacional

O Estádio Centenario está lá, à disposição. Mas a verdadeira casa do Nacional é o Gran Parque Central. O estádio mais antigo da América do Sul, inaugurado em 1900, e que foi um dos palcos da primeira Copa do Mundo. Visitar o campo é relembrar o passado glorioso do futebol uruguaio e de alguns de seus grandes nomes, como Héctor Scarone, Abdón Porte e Atilio García – todos ex-jogadores tricolores, que dão nomes aos setores das arquibancadas. Aliás, o local onde foi construído o Parque Central marcou também a história de um dos ‘Libertadores’. Foi lá que José Artigas, líder da independência uruguaia, recebeu o título de ‘Jefe de los Orientales’, em 1811. Anos depois, o herói foi nomeado patrono da competição continental e ganhou uma placa em sua homenagem na entrada do estádio.

A torcida é um espetáculo à parte

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Se o Nacional é tão grande, a torcida também tem parte nisso. Os tricolores não se cansam de demonstrar a paixão, enchendo os 27 mil lugares disponíveis no Parque Central com frequência. No ano passado, tamanho fanatismo foi materializado. Os torcedores fizeram um bandeirão que ocupou o Centenario de ponta a ponta, com 600 metros de comprimento e 50 de altura, considerado o maior do mundo. Tem como não admirar?

Recoba disputará a Copa

O tempo é implacável. Aos 38 anos, Álvaro Recoba raramente repete aquelas grandes atuações que o colocaram entre os melhores de sua geração. Ainda assim, a classe continua lá, visível nos lampejos que El Chino tem em campo. Um chute de efeito aqui, um passe perfeito acolá. O veterano sequer é titular do Nacional. Mas ainda faz muita gente voltar no tempo, nostálgica de um futebol exuberante que ficou no passado. Além de Recoba, ainda há outros nomes interessantes a se observar: Rinaldo Cruzado, Gustavo Munúa, Iván Alonso, Andrés Scotti e até mesmo Sebastián Coates, de volta ao time ao ser emprestado pelo Liverpool.

O ‘grupo da morte’ agora é real

Grêmio, Atlético Nacional e Newell’s Old Boys já formavam um grupo fortíssimo. O vice-campeão brasileiro, o bicampeão colombiano, o campeão argentino. Os gremistas com o peso de duas taças continentais, verdolagas e leprosos como os times mais embalados de seus países. Nada melhor que complementar uma chave tão forte com um dos clubes de história mais rica na Libertadores. A competição mal começou e já há a certeza de 12 jogaços.