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[Libertadores] Grupo 1: Enquanto o Atlético-PR tenta se superar, o Vélez não quer ficar no quase

Atlético Paranaense – Vélez Sarsfield – Universitario – The Strongest

Talvez nenhum outro clube brasileiro suscite mais desconfianças nesta Libertadores do que o Atlético Paranaense. Os rubro-negros perderam várias peças importantes em relação às ótimas campanhas em 2013 e Miguel Ángel Portugal pena um pouco para acertar um time. Contudo, se no papel existe a dúvida, em campo o time já mostrou que não faltará garra, depois da vitória heroica sobre o Sporting Cristal, com direito a gol salvador no último minuto e virada nos pênaltis. Tanta vontade será necessária em uma chave que se promete dura. O Vélez Sarsfield é o time a ser batido, enquanto o Universitario e The Strongest têm potencial para surpreender após serem campeões nacionais no final do ano.

O FAVORITO

Em edições recentes da Libertadores, o Vélez Sarsfield já teve favoritismos maiores. No entanto, apesar das boas arrancadas na competição continental, os argentinos sempre ficaram pelo caminho. Desta vez, o Fortín não está tão visado. Talvez um fator importante para que possa quebrar o jejum de 20 anos sem conquistar a América. O elenco é bastante experiente, com jogadores mais do que conhecidos no torneio, como Emiliano Papa, Sebá Domínguez, Francisco Cubero e Héctor Canteros. E, apesar da venda de algumas peças, a equipe conseguiu se manter fortíssima no ataque e ainda trouxe Roberto Nanni, um reserva tarimbado para Mauro Zárate e Lucas Pratto. Já no comando, o ex-atacante Turu Flores substitui Ricardo Gareca, mas segue com a mesma filosofia do antigo treinador, do qual foi assistente por anos.

O JOGÃO

Atlético Paranaense x Vélez Sarsfield
26 de março – Vila Capanema (Curitiba-BRA)

Diante dos atrasos nas obras da Arena da Baixada, é difícil afirmar se o Atlético poderá fazer sua partida mais importante pela Libertadores em seu estádio. O fato é que o Vélez visita Curitiba no fim de março, pela quinta rodada, em um momento que deve ser decisivo para ambos os clubes. Se a casa do Furacão não estiver disponível, os rubro-negros precisarão transformar a Vila Capanema em um caldeirão. O estádio, ao menos, pode ser considerado um talismã, após a milagrosa classificação contra o Sporting Cristal.

O CRAQUE

Aos 26 anos, Mauro Zárate tem talento para se destacar em algum grande centro da Europa. Mas, depois de decepcionar na Lazio e na Internazionale, o atacante voltou à Argentina para se tornar o grande craque do Vélez. Dono de boa mobilidade e excelente nas finalizações, o medalhão marcou cinco gols em dez partidas no último Campeonato Argentino. Forma ótima parceria com Lucas Pratto na linha de frente, com o qual tem monopolizado os gols do time.

SEÑOR LIBERTADORES

Com nome de traficante famoso, Pablo Escobar ganhou notoriedade no Brasil ao defender diversos clubes medianos. Entretanto, o atacante voltou à Bolívia para se tornar incontestável no Strongest. Autor de 70 gols nas últimas três edições da liga nacional, o veterano também se tornou o cara do time na Libertadores. Falta apenas repetir seu faro de gol contra outros clubes do continente, balançando apenas as redes uma vez nas duas últimas edições do torneio.

FATOR CAMPO

The Strongest vive fase esplendorosa no futebol boliviano. O Tigre conquistou quatro dos últimos cinco títulos nacionais. Sucesso proporcionado pelo poderio do time no Estádio Hernando Siles, que costuma também fazer efeito na Libertadores. Sentindo a altitude de La Paz, os visitantes dificilmente arrancam pontos na cidade. Nas últimas duas edições do torneio continental, só o Atlético Mineiro saiu com a vitória, na campanha que acabaria com o título. Já São Paulo, Santos e Internacional desperdiçaram chances lá. E é vital para o Strongest fazer o dever de casa, já que não vence fora da Bolívia pela Libertadores desde 1982.

O CLICHÊ

Os times de Lima não são tão perigosos porque não tem a altitude a seu favor. Os clubes da capital podem não ser tão temíveis em casa quanto os andinos, mas o Universitario não costuma ser fácil de tragar em seu terreno. Os cremas jogam no Estádio Monumental, que, com capacidade para 80 mil torcedores, não precisa nem estar lotado para botar pressão. Além disso, a última derrota do clube como mandante na Libertadores aconteceu apenas em 2006, justamente para o Vélez. Desde então, são oito jogos de invencibilidade, com o porém de cinco deles terem terminado empatados.

FIQUE DE OLHO

Adriano é a grande aposta do Atlético Paranaense. O Imperador passou as últimas semanas se recuperando física e psicologicamente no CT do Caju, começando a treinar com o time há cinco dias. Não deve se tornar titular de imediato e nem o ataque é o maior dos problemas do Furacão, com Ederson e Marcelo Cirino (embora machucado) formando boa dupla. Ainda assim, o centroavante é uma ótima opção, considerando o elenco raso dos atleticanos e o uso recorrente de garotos nas últimas partidas. A experiência de Adriano, sobretudo na Libertadores, acrescenta bastante em uma equipe com pouca rodagem.

CURIOSIDADE

O Atlético Paranaense vai apenas para sua quarta participação na Libertadores. No entanto, seu histórico na competição é de uma equipe muito forte em casa, mas que pouco ameaça como visitante. Foram somente duas derrotas em 15 jogos no Paraná – e justamente para clubes que também costumam ser melhores mandantes, Bolívar e Independiente Santa Fe. Por outro lado, são quatro vitórias em 15 jogos fora, duas logo nas duas primeiras vezes em que saiu do Brasil, contra Nacional e Alianza Lima.