As comemorações de Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri repercutiram bastante após a vitória da Suíça sobre a Sérvia nesta sexta-feira. A manifestação dos albaneses étnicos gerou celebrações na Albânia e no Kosovo, enquanto foi repreendida por sérvios que entenderam o ato como uma provocação. A Fifa pode até mesmo punir os dois suíços, pelo teor político dos gestos. E se os dois protagonistas da partida preferiram não falar à imprensa sobre o ocorrido, o capitão da equipe apaziguou os ânimos. Se alguns helvéticos não gostaram da exaltação a outra nação, Stephan Lichtsteiner mostrou compreender totalmente o entrave.

“Tínhamos muita pressão sobre a gente, não foi um jogo fácil. Nós temos vários albaneses no elenco, então há muita história entre Sérvia e Albânia. Foi um jogo muito difícil para eles mentalmente”, declarou Lichtsteiner, em entrevista ao Goal.com. “Foi bom. Por que não? Essa é a história para eles. A história entre os dois países foi muito difícil”.

“Eu falei com o pai de um de nossos jogadores, que é albanês, e ele me contou sobre a sua história de vida. É mais que futebol. É mais que futebol porque eles têm essa época, na qual a guerra trouxe grandes problemas aos dois países. Eu entendo eles. É normal, é parte da vida. Também houve uma grande provocação antes do jogo, vinda da Sérvia, então acho que isso é normal”, complementou.

O defensor também falou sobre a importância da vitória sobre a Sérvia para a sequência da Copa do Mundo. A Suíça soma quatro pontos e enfrenta na última rodada a Costa Rica, esperando confirmar a classificação contra aquele que, até o momento, se mostrou o adversário mais frágil da chave.

“Estou muito feliz. Nós demos um grande passo para nos classificarmos, que é o nosso objetivo. Nós tivemos um primeiro tempo duro, no qual não fomos tão bem, mas no segundo tempo, saímos para o jogo e demos problemas à Sérvia. Foi um jogo diferente do que encontramos contra o Brasil. Os brasileiros têm um time com qualidades diferentes. É também um bom time esse da Sérvia”, apontou.