Desde 1982, quando conquistou sua última Copa do Mundo, a Itália não se classificava para um Mundial com tanta facilidade. Na coletiva de imprensa concedida pelo técnico italiano Marcello Lippi após a vitória de sua equipe sobre a Eslovênia por 1 a 0 e a classificação para a Alemanha, ele tentou conter o clima de euforia.

“Sejamos francos, para a Itália é normal se classificar para um Mundial. Seria um desastre se não o tivéssemos feito. Agora temos três amistosos pela frente para acertarmos os detalhes antes de irmos para a Alemanha”, afirmou Lippi na coletiva concedida após a vitória por 1 a 0 sobre a Eslovênia.

“Não dá para falar de perfeição. Todas as seleções têm problemas e não temos tempo para trabalhar nossas fraquezas”, comentou. Ainda assim, Lippi descreveu a campanha nas eliminatórias como um ‘antepasto’. “O banquete será servido na Alemanha.”

Depois de alguns anos de fortes desconfianças nos tempos de Giovanni Trapattoni, os italianos parecem confiantes para o próximo Mundial. Tanto que não cansam de comparar o time atual ao de 82.

Lippi dá razão para tanto otimismo: “Totti quando está nessas condições é impossível de ser marcado. Vieri continua, para mim, um dos três maiores atacantes europeus. E Gilardino é indiscutível.”

Apesar do clima de otimismo, o treinador é direto ao apontar o favorito: “Qualquer pessoa de bom senso dirá que é o Brasil, mas é um prazer escutar de jogadores como Ronaldo que a Itália está entre as quatro favoritas.”