Com jogadores como Brahimi, Feghouli e Mahrez, esperava-se que a Argélia pelo menos brigasse com a Nigéria, por vaga na Copa do Mundo de 2018, mas a equipe terminou na lanterna, sem nenhuma vitória e assistirá ao torneio da Rússia pela televisão. O ídolo Rabah Madjer, 58 anos, assumiu a seleção em outubro e conseguiu, esta semana, encerrar uma sequência de quatro jogos sem vitória com um 3 a 0 sobre a República Centro-Africana.

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Um amistoso de baixo nível técnico que deveria servir para dar aos jogadores alguma confiança, restaurar o bom ambiente nos vestiários. Mas não foi bem isso que se viu na entrevista coletiva depois da partida. Um repórter perguntou a Mahrez, que falava com os jornalistas ao lado do seu técnico, se ele conseguia explicar os desempenhos ruins da Argélia recentemente.

Uma pergunta padrão, básica, bem pertinente para um time que acabara de encerrar uma sequência de quatro jogos sem vitória. Mas, aparentemente, Madjer já tinha um histórico com o jornalista, um tal de Mister Djebour, um “jornalista nacional”, como foi caracterizado pelo ex-jogador. Porque só isso explica a reação do técnico da seleção argelina a uma questão relativamente rotineira.

Madjer foi subindo o tom de voz pouco a pouco. Começou chamando o Mister Djebour de “inimigo do time nacional” Disse que respeitava todos os outros jornalistas na sala, menos ele. Mister Djebour tentou obviamente se defender, e Madjer começou a gritar “cale a boca! cale a boca!”. E emendou: “Aposente-se e deixe a próxima geração fazer o seu trabalho”.

Enquanto isso, Mahrez, inicialmente o personagem questionado pela imprensa, não sabia o que fazer, além de arregalar os olhos e esboçar um sorrisinho envergonhado.