O primeiro tempo estava terminando. A França havia aberto o placar das quartas de final da Copa do Mundo de 2018, com um gol de cabeça de Raphaël Varane. A bola parada, arma importante do Uruguai, produziu uma grande chance também no outro lado. Lucas Torreira executou o levantamento. Martín Cáceres, o cabeceio. E Hugo Lloris pulou para o seu canto direito com o braço estendido e fez a defesa. Foi o momento que dividiu as duas seleções em Nizhny Novgorod. A posição que decidiu a partida a favor dos franceses.

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O Uruguai fez um bom primeiro tempo. A defesa criava as dificuldades de sempre para a França, e o contra-ataque era perigoso. Varane movimentou-se muito bem para surpreender a retaguarda sul-americana e abrir o placar, mas tudo iria igualado para o intervalo, um novo jogo começaria nos 45 minutos finais, não fosse a defesa de Lloris. Para piorar, no outro lado, Fernando Muslera falhou feio, aos 16 minutos da segunda etapa, ao espalmar o chute de Griezmann contra as próprias redes. Atrás por 2 a 0 no placar, o Uruguai não conseguiu reagir.

Lloris chegou aos 31 anos como um bom goleiro, mas que não é mais colocado com frequência entre os melhores do mundo. As falhas cresceram de volume. Na última temporada, errou contra o Chelsea e o Stoke City, dois jogos em um curto espaço de tempo. Pela seleção, saiu errado contra a Suécia e levou um gol do meio-campo, em setembro. No entanto, não é a primeira vez que o capitão da França aparece bem nos momentos decisivos.

No grande jogo desta geração até o momento, Lloris fez duas grandes defesas. Era a semifinal da Eurocopa que a França sediou, contra a campeã do mundo Alemanha. No primeiro tempo, Lloris pulou no mesmo canto direito, de maneira parecida, para espalmar um chute de canhota de Emre Can. O placar estava empatado. Depois de Griezmann fazer 2 a 0, o goleiro executou uma ótima intervenção em cabeçada de Kimmich, evitando que os germânicos retornassem à partida.

A fase de Lloris pode não ser a melhor da sua carreira. Talvez ele nunca seja um goleiro do primeiro patamar. Mas é muito seguro, exerce importante liderança em uma seleção jovem e é capaz de fazer defesas cruciais, como Martín Cáceres acabou descobrindo na derrota desta sexta-feira.