A partida do Chelsea contra o Norwich não poderia ter sido mais frustrante. Depois de fazer um jogo destacável taticamente contra o Liverpool na última rodada e de ser eliminado na semifinal da Liga dos Campeões, em casa, pelo Atlético de Madrid, esperava-se uma atuação bem melhor que a apresentada pelos Blues contra o quase rebaixado Norwich. Inócuo ofensivamente, o time comandado por José Mourinho não conseguiu balançar a rede contra um adversário que sequer se fechou tanto como se poderia esperar.

>>> Mourinho rebateu as críticas dos “filósofos”: só tentou não ser estúpido

Alheio ao fato de Eden Hazard ser o melhor jogador da equipe na temporada, Mourinho barrou o belga, deixando-o no banco por causa da troca de farpas pública pela imprensa entre treinador e atleta. Pouco importou para o português que a vitória era imprescindível para que a chance de título inglês se mantivesse viva. Preferiu ir de André Schürrle, e o resultado foi um time pouco agudo ofensivamente.

Para o intervalo, Mourinho voltou atrás e sacou o alemão para a entrada de Hazard. O time, naturalmente, melhorou, ganhando mais fluidez no ataque. Ainda assim, as chances criadas não foram tão boas, e os chutes fora do alvo prejudicaram bastante as pretensões de vitória. Tanto Demba Ba, titular durante todos os 90 minutos, quanto Fernando Torres, que entrou nos 20 minutos finais, fracassaram em concluir as jogadas do time com boas finalizações. E não se pode nem culpar o Norwich por uma postura covarde. Precisando do resultado para sonhar com a permanência na elite inglesa, a equipe entrou querendo o resultado, o que na verdade não acabou significando perigo para o gol defendido por Mark Schwarzer, já que a diferença técnica entre os dois clubes era enorme.

Foi um jogo frustrante para ambos os torcedores, mas sobretudo para os londrinos. Os canários, afinal, sabiam das limitações de seu time, enquanto o Chelsea conta com ótimas opções ofensivas; nas circunstâncias em que entraram em campo, os Blues precisavam ter feito muito mais do que foi apresentado. Pior para o time é ver que o mesmo tipo de resultado já se repetiu recentemente, contra Crystal Palace, Aston Villa e Sunderland, por exemplo, fator que pode ser usado para explicar a perda da Premier League. Apesar de matematicamente ainda existir a possibilidade remota de um título do Chelsea, que pode desaparecer com uma vitória do Liverpool nesta segunda-feira, podemos dizer que o fraquíssimo desempenho contra o Norwich decretou de vez o fim de chances de título de Mourinho em seu retorno a Stamford Bridge.