Completando 20 anos neste mês, a Copa do Mundo da França marcou o começo (ou recomeço) e o fim da história de algumas seleções nos Mundiais. Países hoje assíduos, como Japão e Croácia, fizeram suas estreias (no caso da segunda, como nação independente). Aquele ano também trouxe de volta os franceses, donos da casa, depois de duas edições de fora, além de Irã e Tunísia após duas décadas. Foi ainda a última edição a não contar com a presença de Portugal. Por outro lado, significou também as derradeiras aparições, até agora, para um quinteto europeu.

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Áustria, Bulgária, Escócia, Noruega e Romênia – seleções de porte médio, mas com alguma história e tradição no cenário internacional – viveram em gramados franceses o último capítulo de sua história nas Copas até agora. Foi a oitava participação dos escoceses, a sétima de austríacos, búlgaros e romenos e a terceira dos noruegueses. Entre os cinco, semelhanças e diferenças os trouxeram ao Mundial e também os afastaram dele a partir dali. Cinco caminhos particulares que contaremos aqui.

Este grupo de seleções estagnadas antes da virada do milênio era maior até recentemente: a Colômbia só o deixou em 2014, enquanto o Marrocos só retornou ao torneio neste Mundial, o que deixa uma certa esperança ao quinteto abordado aqui para a Copa do Catar. Há ainda o caso da Jamaica, que teve na França sua única participação em Copas, mas que, justamente por esta excepcionalidade, não entrou na lista.

Áustria e Escócia

Coincidentemente, as duas seleções se classificaram no mesmo Grupo 4 das Eliminatórias europeias, deixando para trás de maneira surpreendente a favorita Suécia, terceira colocada no Mundial anterior (ainda que os escandinavos já viessem de uma queda decepcionante na fase classificatória para a Eurocopa de 1996). Os austríacos terminaram na primeira colocação da chave, com os britânicos garantindo vaga direta como o melhor segundo colocado.

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As duas equipes também voltaram à Copa depois de participarem pela última vez em 1990, com trajetórias semelhantes em alguns pontos e diferentes em outros. Na Itália, oito anos antes, os austríacos chegaram como sensação para sua sexta participação em Mundiais, impulsionados por um trio de ataque formado pelos velozes Andreas Ogris e Gerhard Rodax e pelo goleador Toni Polster. Mas fracassaram e sequer conseguiram avançar às oitavas na repescagem.

A decepção com aquela eliminação na primeira fase levou a seleção ao fundo do poço na etapa de classificação para a Eurocopa de 1992, quando os austríacos deram o vexame de perder para a estreante seleção das Ilhas Faroe. O desempenho também foi fraco nas Eliminatórias para a Copa de 1994, mas aos poucos, sob o comando do velho ídolo Herbert Prohaska, o time foi se reerguendo. Nisso ajudaram o razoável trabalho de base e do bom momento vivido por alguns clubes do país, como o Casino Salzburgo, o Rapid Viena e o Sturm Graz.

A seleção que foi à França tinha apenas seis remanescentes do Mundial de oito anos antes. Mas mesmo assim, a média de idade era bastante alta (a do time titular superava os 30 anos). Embora os clubes locais fornecessem a base do elenco, os destaques atuavam no exterior: o goleiro Michael Konsel (Roma), o líbero Wolfgang Feiersinger (Borussia Dortmund), os meias Andreas Herzog e Heimo Pfeiffenberger (Werder Bremen) e o atacante Toni Polster (Colônia). O trunfo na briga com Chile e Camarões pela segunda vaga – num grupo em que a Itália era a favorita – estava na experiência e no jogo sólido, ainda que pouco brilhante e criativo.

Curiosamente, a campanha austríaca ficou marcada pelo fato de a equipe anotar todos os seus gols nos acréscimos. Na estreia, contra Camarões, o time saiu atrás aos 33 minutos do segundo tempo, mas empatou aos 46, quando Polster recebeu sozinho na área após um escanteio e fuzilou para as redes. Contra o Chile, a história foi a mesma. A Roja abriu o placar numa cabeçada de Marcelo Salas que Konsel tentou tirar em cima da linha, chegando a deixar dúvidas se a bola de fato havia entrado. Mas, outra vez nos acréscimos, o atacante Ivica Vastic – boa e rara revelação do time – deixou tudo igual com um belo chute da entrada da área.

Na última rodada, foi a vez de Andreas Herzog repetir Vastic e sair do banco para anotar o gol austríaco aos 47 minutos da etapa final, em cobrança de pênalti contra a Itália. Porém, foi apenas um gol de honra, já que a Azzurra havia balançado as redes duas vezes naquele segundo tempo com Christian Vieri e Roberto Baggio. E a segunda vaga do grupo acabou mesmo nas mãos dos chilenos, enquanto a Áustria voltaria a naufragar em resultados fracos ou até humilhantes.

A começar pela goleada de 9 a 0 sofrida diante da Espanha menos de um ano após a participação no Mundial, em jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2000. Naquela mesma campanha, a seleção levaria de 5 a 0 de Israel. Dois anos depois, já pela fase de classificação para a Copa do Mundo de Japão e Coreia do Sul, os austríacos até conseguiram vaga na repescagem, mas outra vez foram atropelados por 5 a 0, agora pela Turquia. Vivendo um profundo marasmo, o time só voltaria a um grande torneio na Eurocopa de 2008, mas nessa o país não precisou disputar as Eliminatórias, já que sediou a competição juntamente com a Suíça.

E mesmo jogando em casa, os resultados foram modestos para um time que ainda iniciava de modo lento seu processo de renovação: derrotas por 1 a 0 para Croácia e Alemanha e empate em 1 a 1 com a Polônia. Oito anos depois, enfim, viria uma classificação com ótima campanha (nove vitórias e um empate) para a Euro 2016. No entanto, as expectativas positivas foram encerradas com a queda ainda na primeira fase. O país não deu sequência ao bom momento e acabou ficando mais uma vez de fora de um Mundial em 2018.

A participação anterior da Escócia, em 1990, era a quinta consecutiva: desde 1974 o Tartan Army vinha tendo presença garantida no Mundial. Em 1994, porém, a seleção fez campanha fraca nas Eliminatórias, terminando apenas na quarta colocação num grupo de seis equipes em que Itália e Suíça se classificaram, com Portugal vindo em terceiro. Curiosamente, a ausência na Copa dos Estados Unidos foi ladeada pelas duas únicas participações escocesas em Eurocopas, nos torneios de 1992 e 1996. A base que esteve no torneio continental disputado na vizinha Inglaterra seria mantida e levaria o time a sua oitava Copa do Mundo.

Naquele fim da década de 90, a seleção escocesa ainda contava com um punhado de jogadores de certa relevância no cenário internacional. O zagueiro Colin Hendry, por exemplo, havia sido o dono da defesa do Blackburn campeão da Premier League em 1995, que também contava com Kevin Gallacher no ataque. Outros cinco jogadores convocados defendiam clubes da elite inglesa. E dois atuavam na Europa continental: o meia John Collins defendia o Monaco e o atacante Scott Booth pertencia ao Borussia Dortmund, de onde saiu para um rápido empréstimo ao Utrecht.

Havia também nomes rodados, que haviam atuado por muitos anos na primeira divisão da vizinha Inglaterra, mas naquela altura já estavam de volta à liga local, como o goleiro Jim Leighton, o meia Craig Burley e o atacante Gordon Durie. Por outro lado, o time do Mundial se ressentia de dois desfalques notáveis: o meia e capitão Gary McAllister, que em 1992 havia sido peça decisiva no Leeds campeão inglês, e o polêmico atacante Duncan Ferguson, do Everton, que abandonara a seleção em 1997 em protesto contra a federação escocesa.

Assim como a Áustria, era também uma equipe de média de idade elevada: dos 11 titulares, nada menos que oito haviam ultrapassado os 30 anos, embora contasse com menos nomes repetidos (apenas três: Leighton, Collins e Durie) em relação ao Mundial de 1990, sua participação anterior. Havia, portanto, um grave problema de renovação, prejudicada em parte pelo novo contexto do futebol: com o advento da Lei Bosman, os clubes ingleses – antes porto seguro para os melhores jogadores escoceses – passariam a voltar seus olhos para atletas de outras nacionalidades.

A participação acabou só não sendo mais discreta porque os escoceses foram os adversários do Brasil no jogo de abertura daquele Mundial. Saíram atrás no marcador graças a um gol de César Sampaio, empataram num pênalti com John Collins, mas acabaram derrotados por 2 a 1 quando um chute cruzado de Cafu acabou espalmado pelo veterano Leighton (que já havia salvado a equipe em outros lances) e ricocheteado em Tom Boyd, indo parar nas redes.

O jogo seguinte, contra a Noruega, a equipe foi melhor no primeiro tempo, mas novamente saiu atrás logo no início da etapa final. O empate, no entanto, viria mais tarde com Burley e deixaria os escoceses satisfeitos, confiantes numa vitória sobre o Marrocos que poderia dar a vaga nas oitavas. Porém, o time acabou envolvido pelo futebol técnico e veloz dos norte-africanos e em nenhum momento esteve perto do resultado positivo: os marroquinos venceram por 3 a 0 e só não avançaram devido à vitória da Noruega sobre o Brasil.

O técnico Craig Brown permaneceria até o fim de 2001, mas a seleção não conseguiria se classificar para a Euro 2000 (caiu diante da rival Inglaterra na repescagem, mesmo vencendo em Wembley) nem para a Copa de 2002. Seria o começo de uma longa frustração em eliminatórias. O mais perto que o Tartan Army chegou de um grande torneio foi na Eurocopa de 2008, quando, após vencerem duas vezes a França, acabaram tropeçando na reta final e ficando apenas na terceira colocação, atrás dos Bleus e da líder Itália.

Bulgária e Romênia

Ao contrário de Áustria e Escócia, as duas seleções do Leste Europeu não só estiveram no Mundial de 1994 como deixaram suas participações marcadas na história daquele torneio. Os romenos avançaram em primeiro em sua chave, tiraram a Argentina nas oitavas de final e só caíram nos pênaltis diante dos suecos nas quartas. Já os búlgaros, que até então nunca haviam vencido um jogo de Copa do Mundo, foram ainda mais longe: apesar de ficarem em segundo no Grupo D na primeira fase, também bateram os argentinos e ainda foram os responsáveis por tirar a atual campeã Alemanha em seu caminho até as semifinais.

A Bulgária contava com uma geração que já tentara – e falhara – levar o país à Copa de 1990, mas se redimiria com uma classificação épica para o Mundial dos Estados Unidos. Quatro anos depois, na França, a base do time ainda era a mesma que levara a seleção ao quarto lugar em gramados norte-americanos – só que naturalmente envelhecida. Nomes como Trifon Ivanov, Zlatko Yankov, Krasimir Balakov, Hristo Stoitchkov (todos com 32 anos) e Emil Kostadinov (com 30) seguiam como titulares, e outros veteranos compunham o elenco.

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A classificação para a Copa veio de maneira bem tranquila, liderando um grupo em que os russos foram para a repescagem e era completado por Israel, Chipre e Luxemburgo, apesar de um boicote de alguns jogadores – entre eles Stoitchkov – ao técnico Hristo Bonev no início da fase de classificação. Mas no Mundial, a sorte foi exatamente a oposta: incluída no chamado “grupo da morte”, com Espanha, Nigéria e Paraguai, a Bulgária estreou contra os guaranis em um 0 a 0, no qual seu time lento e pesado não conseguiu superar a barreira defensiva sul-americana.

A derrota para a Nigéria na segunda rodada, com um gol de Ikpeba ainda na primeira etapa, deu a entender mais uma vez que tentar repetir a grande campanha de quatro anos antes seria quase impossível. Mas o choque de realidade só viria mesmo no último jogo, quando a equipe foi presa fácil para uma Espanha desesperada em busca da classificação (que acabaria não conseguindo). Os ibéricos terminaram goleando por 6 a 1, decretando de vez o fim de uma geração na seleção eslava, ainda que Stoitchkov tenha permanecido por mais alguns jogos.

Embora não chegasse a fazer papelões, a seleção búlgara não chegou sequer a uma repescagem nas Eliminatórias das Copas do Mundo seguintes. Já em Eurocopas, se por um lado conquistou a classificação contando com alguns nomes jovens e promissores em 2004 (sua última participação em um grande torneio), também deu o vexame de terminar na lanterna de seu grupo, sem marcar um gol sequer em casa, na fase de qualificação para a Euro 2012.

Embora os romenos, assim como os búlgaros, resgatassem muitos de seus destaques da Copa anterior e até da de 1990, também passavam a incluir entre os titulares nomes de uma nova safra, cotada para despontar na França, como o volante Constantin Galca e os atacantes Viorel Moldovan e Adrian Ilie, que contrabalançavam com jovialidade a presença de veteranos como Gheorghe Hagi e Gheorghe Popescu. O técnico de 1994, Anghel Iordanescu, também continuava.

Assim como em 1994, a seleção estrearia contra a Colômbia. Assim como em 1994, venceria, desta vez por 1 a 0. Mas as semelhanças ficam por aí, já que o autor do gol foi um nome da nova geração, o atacante Adrian Ilie. No jogo seguinte, contra a Inglaterra, a vitória por 2 a 1 vinda nos minutos finais com gol do lateral Dan Petrescu deu a classificação antecipada às oitavas de final.

Na última rodada, o time poupou titulares, os jogadores descoloriram os cabelos, mas foi a Tunísia quem saiu na frente, num resultado que poderia tirar dos romenos a liderança do grupo. Porém o empate veio com Moldovan na etapa final, levando a equipe a enfrentar a Croácia na fase seguinte. Num jogo equilibrado, um pênalti cobrado duas vezes por Davor Suker, nos acréscimos do primeiro tempo, acabou dando a vitória e a vaga aos croatas.

A noção de que o futuro do time estava resguardado, entretanto, prosseguiu com a classificação à Euro 2000, para a qual outra leva de novatos foi incluída no elenco (o goleiro Bogdan Lobont, os defensores Cosmin Contra e Cristian Chivu e o atacante Adrian Mutu). Embora tenham feito bom papel no torneio continental, passando às quartas num grupo forte, os romenos acabaram fora do Mundial seguinte de maneira surpreendente, caindo na repescagem para a Eslovênia.

Depois disso, a seleção ainda esteve presente em mais duas Eurocopas, em 2008 e 2016, caindo na primeira fase em ambas. Mas nem mesmo a safra de talentos surgida no início do século foi capaz de levar outra vez o país a uma Copa do Mundo. O mais perto que os romenos estiveram de jogar a competição foi em 2014, quando novamente caíram na repescagem das Eliminatórias europeias, desta vez para a Grécia.

Noruega

O futebol norueguês viveu seu auge nos anos 90, especialmente após a equipe dirigida por Egil Olsen encerrar um jejum de quase seis décadas sem participar de uma Copa do Mundo ao se classificar para o torneio de 1994 terminando como líder de seu grupo nas Eliminatórias, à frente da Holanda e da eliminada Inglaterra. Cotada para repetir nos Estados Unidos a sensação da “Dinamáquina” de 1986, a Noruega decepcionou, sendo eliminada ainda na fase de grupos, ainda que numa chave equilibrada, em que todas as seleções terminaram empatadas em pontos.

Mais experientes e trocando alguns veteranos por novos e bons nomes, retornaram quatro anos depois com expectativas ainda maiores. Os ótimos resultados obtidos nas Eliminatórias (a vaga foi conquistada com goleada de 5 a 0 sobre a Suíça) e em amistosos (bateram a Seleção Brasileira por categóricos 4 a 2 em Oslo e empataram com a França por 3 a 3 em Marselha) credenciavam a equipe a ser apontada como uma das mais perigosas do futebol europeu.

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O grande diferencial dos noruegueses em relação às outras seleções lembradas aqui era o fato de serem os únicos a contarem com uma geração vivendo momento ascendente, além de serem mais jovens (apenas cinco dos 22 convocados tinha mais de 30 anos), especialmente no ataque, com os novatos – e badalados – Tore André Flo (do Chelsea) Ole Gunnar Solskjaer (do Manchester United) e Egil Østenstad (do Southampton). Além de grande importador de jogadores, o futebol inglês emprestava o estilo baseado na bola longa e jogada aérea ao time de Egil Olsen.

Candidata forte a uma das vagas às oitavas do grupo, a Noruega estreou sendo surpreendida pelo bom futebol do Marrocos. Um golaço de Mustapha Hadji abriu o placar para os africanos, antes de os nórdicos empatarem numa cobrança de falta para a área, cabeceada contra as próprias redes pelo marroquino Chippo. Na etapa final, os Leões de Atlas passariam novamente à frente com Hadda completando lançamento. Mas um minuto depois, veio o novo empate norueguês em nova bola aérea, cabeceada pelo zagueiro Dan Eggen.

Depois de outro empate, agora contra a Escócia, a Noruega entrou na última rodada precisando de um resultado contra o já garantido Brasil – empatar, caso marroquinos e escoceses ficassem na igualdade, ou ganhar, caso o confronto dos dois adversários tivesse um vencedor. Até os 43 minutos da etapa final, os nórdicos não vinham conseguindo a vaga – mesmo alcançando o empate com Tore André Flo depois que Bebeto abriu o marcador para o Brasil – já que os africanos vinham batendo os britânicos com facilidade por 3 a 0.

Mas um pênalti de Júnior Baiano em Flo a dois minutos do fim, convertido por Kjetil Rekdal, mudou o cenário no grupo e selou a primeira passagem da Noruega às oitavas, para enfrentar a Itália. A vitória da Azzurra – responsável por todas as três derrotas norueguesas em Copas – viria com um gol de Christian Vieri logo aos 18 minutos de jogo. Com seus homens de referência neutralizados, os nórdicos não tiveram criatividade para reagir e se despediram do Mundial.

Após a Copa, o técnico Egil Olsen deixaria o comando da equipe, e os noruegueses nunca mais voltariam ao torneio mesmo com o retorno do treinador entre 2009 e 2013. Aquela geração mundialista ainda daria ao país sua única classificação à Eurocopa, em 2000. Mas de uma Copa do Mundo, o mais perto que o país voltou a estar foi quando chegou à repescagem europeia em 2006, caindo diante da República Tcheca, ao perder ambos os jogos por 1 a 0.

Confira o trabalho de Emmanuel do Valle também no Flamengo Alternativo, no Mundo Rubro-Negro e no It’s a Goal, página especialmente voltada à história do futebol inglês.