O confronto entre Manchester City e Liverpool gera expectativa de muitos gols, pela característica dos dois times. Ofensivos, rápidos, são duas equipes que costumam causar problemas às defesas adversárias e também sofrer nas suas próprias linhas defensivas. Neste sábado, o Manchester City foi quem capitalizou em cima das falhas defensivas do Liverpool. O placar de 5 a 0 impressiona e tem como explicação, além dos buracos no time de Jürgen Klopp, a expulsão ainda no primeiro tempo de Sadio Mané. Com um jogador a menos em campo, o Liverpool não soube defender para segurar o ímpeto do time de Guardiola. A goleada veio até com tranquilidade e poderia até ter sido maior, se o time da casa pisasse no acelerador.

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Aos 24 minutos, Fernandinho ganhou uma dividida pelo alto e tocou de cabeça para De Bruyne. O belga enfiou a bola de forma magnífica para Agüero, que recebeu nas costas da defesa do Liverpool, driblou o goleiro Mignolet e mandou para as redes. No final do primeiro tempo, Salah teve tudo para empatar o jogo. Mané fez um belo passe pelo meio para a direita, onde o egípcio estava bem posicionado. Ele avançou, livre e, de pé esquerdo, chutou para defesa do brasileiro Ederson.

Aos 38 minutos, uma decisão bastante controversa do árbitro Jonathan Moss. Em um lançamento longo para Sadio Mané, que correu para a bola, mas Ederson saiu do gol para afastar a bola e o senegalês o acertou com o pé alto. Moss mostrou o cartão vermelho direto, o que deixou o técnico Jürgen Klopp inconformado. No lance, Ederson acabou machucado e teve que ser substituído pelo chileno Claudio Bravo.

Antes do fim do primeiro tempo, Gabriel Jesus marcou um gol de cabeça, mas o árbitro anulou corretamente por impedimento. Só que antes do intervalo ainda viria o gol de Jesus. De Bruyne, pela esquerda, fez o drible e cruzou com precisão para Gabriel Jesus, livre na área, cabecear bonito para marcar 2 a 0 para os mandantes no estádio Etihad.

No intervalo, o técnico Jürgen Klopp promoveu a estreia de Alex Oxlade-Chamberlain no lugar de Salah. O inglês sempre mostra muita vontade, mas o City veio com futebol. Primeiro, Agüero marcou mais um gol, mas foi bem anulado por impedimento. Assim como no primeiro tempo, pareceu só a prévia. O gol de verdade veio depois.

Fernandinho fez um belo lançamento para Agüero, que saiu sozinho na cara do gol. Ele só rolou para o lado, onde estava Gabriel Jesus, que tocou de primeira para o gol vazio. Os 3 a 0 praticamente decidiram o jogo. Só que não o placar. Com a partida à sua mercê, o Manchester City podia fazer o que quisesse. E a alteração que Pep Guardiola fez acabou sendo crucial para o resultado final.

Com os três pontos garantidos, Gabriel Jesus foi sacado por Guardiola para ser poupado, já pensando na Champions League no meio de semana. Veio a campo Leroy Sané. E foi o alemão que tratou de acelerar o jogo em um momento que o Manchester City já administrava a partida. Depois de bom lançamento de De Bruyne para Sané, que abriu para Mendy, o lateral cruzou rasteiro para o próprio Sané marcar 4 a 0, aos 32 minutos. A conta foi fechada aos 46 minutos, quando Sané recebeu próximo à entrada da grande área e chutou colocado, no ângulo, para ampliar o marcador: 5 a 0.

Depois de vencer por 4 a 0 o Arsenal na rodada passada, com uma grande atuação, o Liverpool sentiu a dor de ser goleado. A expulsão ainda no primeiro tempo pesou, claro, mas o time tem problemas, especialmente defensivos, que não podem acontecer com tamanha frequência. O segundo gol do City, com Gabriel Jesus cabeceando livre na pequena área, é uma falha do sistema defensivo inteiro, mais do que de nomes específicos. Klopp precisa arrumar isso se quiser que o time seja um dos que brigue pela ponta. Se não, corre o risco de ver o time desperdiçar pontos que um campeão não pode se dar ao luxo.

Já o Manchester City consegue uma vitória com autoridade de um time que soube aproveitar o que o jogo aproveitou. Abriu o placar usando bem os espaços e capitalizou em cima de um time que ficou com um jogador a menos. Usando suas características, com posse de bola e volume de jogo, chegou aos gols com naturalidade. O que se espera do time de Guardiola é essencialmente isso: jogar bem. Pode não ganhar sempre, até porque é improvável. Mas que jogue bem com regularidade. Neste jogo, conseguiu.