Jogando em casa, o Manchester City tem sido impiedoso. Pela Premier League, são dez jogos em seu domínio e dez vitórias conquistadas. Algumas delas por placares elásticos e contra grandes adversários, como o 4 a 1 sobre o arquirrival United, o 6 a 3 sobre o Arsenal e o 6 a 0 sobre o Tottenham. Fora de casa, no entanto, a campanha vinha sendo uma negação àquilo que era visto no Etihad. A vitória por 3 a 2 sobre o Swansea, no País de Gales, no primeiro jogo do ano, é justamente aquilo de que precisavam os Citizens para ganhar força para a briga pelo título nesta segunda metade da temporada.

O triunfo sobre os galeses vem para corroborar a reação que o time tem tido nos duelos longe de seus domínios. No total, são, agora, quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas como visitante, mas três dos triunfos e um dos empates vieram nos quatro últimos jogos, o que mostra que, possivelmente, o problema de falta de força fora de casa esteja superado. Isso, somado ao desempenho fantástico atuando em Manchester, coloca atualmente a equipe de Manuel Pellegrini como a favorita ao título do Campeonato Inglês.

Não há dúvidas de que esta Premier League é a mais equilibrada dos últimos anos. Hoje, pelo menos quatro times são colocados como candidatos ao título – Arsenal, Manchester City, Chelsea e Liverpool -, e ainda tem o United, que, após começo irreconhecível na competição, começa a se recuperar e a correr por fora. O que tem feito a parte de cima da tabela ficar tão embolada é o fato de que estabilidade não tem sido um dos fortes dos clubes ingleses, e os Citizens, por outro lado, estão começando a mostrar isso.

Dos últimos 27 pontos que disputou, o Manchester City conquistou 25. Ou seja, venceu oito e empatou um dos últimos nove duelos. Esses números são os maiores indicadores de evolução do time na temporada. Aqueles tropeços fora de casa no começo do torneio talvez possam ser explicados pelo fato de a equipe ter trocado de técnico. Com aquele período de adaptação já superado, com o forte elenco que tem e com o time fazendo o que Pellegrini imagina que deve fazer, quem quiser fazer frente ao clube de Manchester na briga pela taça precisará mostrar muita, mas muita competência.

É melhor o Arsenal recuperar o futebol que mostrou nas primeiras dez rodadas, até antes do confronto com o United, ou Luis Suárez voltar a destroçar as defesas adversárias como vinha fazendo há até duas rodadas. Esses devem ser os únicos cenários em que podemos imaginar o City de hoje ficando sem o título.