O Manchester City está se expandindo, mas fica evidente que sua estratégia é bem diferente de outros clubes. Ao invés de investir apenas em sua marca para o mundo, o clube azul de Manchester parece decidido a apostar em postos avançados em mercados futebolisticamente emergentes. Depois de criar, em parceria com o New York Yankees, o New York City Football Club, que a partir de 2015 disputará a MLS, o City acertou agora a compra do Melbourne Heart, lanterna da A-League.

A ideia dos Citizens ao comprar ou criar clubes em outros lugares do mundo não é de fazer minifranquias ou filiais ao redor do globo. É, sim, criar outros equipes que tenham vida própria, mas que se tornem parte do grande grupo de clubes que se tornaria o City. “Este não é uma filial do Manchester, é um time de Melbourne que irá usar os recursos do grupo do City. Conceitualmente, os dois são muito diferentes”, afirmou Ferran Soriano, diretor executivo do Manchester City. O dirigente entende do conceito de gerir equipes com ligação com sua comunidade da época em que foi vice-presidente do Barcelona.

Soriano afirmou que não serão feitas mudanças bruscas no Heart na primeira temporada. A ideia é ouvir as pessoas que já estão no clube e avaliar o trabalho do grupo para saber quem pode seguir e que não pode. Sobre contratações, o dirigente falou que a compra não significa que atletas do clube inglês vão para o time de Melbourne, mas a equipe de 36 olheiros do City passará a procurar também reforços “que sejam necessários em Melbourne.”

Para fortalecer sua marca, o City vai se espalhando pelo mundo sem vender apenas sua própria imagem. Tanto no New York City como no Melbourne Heart, a intenção é de consolidar e revigorar as agremiações no âmbito nacional, conquistando simpatizantes que, posteriormente, podem até acabar criando um laço afetivo com o próprio City. De qualquer forma, o clube deixa claro que não se tratam de empreendimentos rápidos buscando resultados imediatos. A finalidade é ficar por décadas no controle dessas agremiações, ajudando a desenvolver o futebol tanto nos Estados Unidos quanto na Austrália e, depois, obviamente colhendo os frutos consequentes disso.