Yayá Touré, destaque do Manchester City, e Messi, craque do Barcelona (Fotos: AP)

Manchester City x Barcelona: o confronto mais esperado das oitavas de final

Jogo de ida: 18/02, 16h45
Estádio Etihad, em Manchester (ING)

Jogo de volta: 12/03, 16h45
Camp Nou, em Barcelona (ESP)

Confrontos anteriores
Nunca se enfrentaram por competições continentais, mas já realizaram seis amistosos, com três vitórias para cada.

O mapa da mina para o Manchester City

Até o jogo com o Chelsea pela 24ª rodada da Premier League, o Manchester City tinha seu futebol classificado como o melhor da Europa na temporada. Não à toa. Eram 115 gols em 37 jogos, com goleadas sobre grandes equipes do próprio país, como o 6 a 3 sobre o Arsenal e o 6 a 0 sobre o Tottenham. A derrota por 1 a 0 para os Blues, no entanto, abriu espaço para uma sequência de dois jogos sem vitórias e sem gols, que, no entanto, retornaram neste final de semana contra o próprio clube londrino. Apesar da pequena seca recente, o time parece não ter sofrido um grande baque e segue sendo praticamente letal ofensivamente. E é nesse aspecto que mora a confiança do torcedor dos Citizens que acredita na classificação diante do Barcelona.

Embora seja a segunda menos vazada de La Liga, a defesa catalã terá no clube inglês um tipo de adversário que ainda não teve na temporada. As trocas constantes no setor defensivo, tanto pela idade avançada de Puyol quanto pelos problemas físicos de Jordi Alba, diminuem o entrosamento com que o time de Tata Martino poderia ter chegado aos mata-matas da Liga dos Campeões. Apesar de não ser fraca, a zaga barcelonista conhecerá, principalmente no Estádio Etihad, um ataque adversário que não encontra precedente na atual campanha do clube.

Apesar de não poder contar com Sergio Agüero, o Manchester City não perderá força ofensiva em relação ao que tem apresentado, afinal, o argentino foi desfalque em sete das últimas nove partidas no Campeonato Inglês. Com ele, é claro, a equipe ganharia muita qualidade lá na frente, mas Edin Dzeko e, principalmente, Álvaro Negredo têm dado conta do recado. O espanhol, por exemplo, já soma 23 gols pelos Citizens na temporada.

Além do poder de fogo, a chave para que o City tenha dois bons confrontos com o Barcelona está em seu meio de campo. Yaya Touré tem sido fantástico como nunca. Abertos pelas pontas, os espanhóis Jesús Navas e David Silva, apesar de não terem tanto destaque quanto o marfinense, também têm correspondido às expectativas. Somando as partidas que fizeram pelo Inglesão e pela Liga dos Campeões, Navas tem nove assistências, enquanto Silva já serviu seus companheiros para gol em oito oportunidades. Gerard Piqué e seu parceiro de zaga terão muito trabalho para brecar essa equipe, e Daniel Alves terá que tomar cuidado com suas subidas ao ataque. Aproveitar espaços é com o City mesmo.

O mapa da mina para o Barcelona

Ofensivamente, o Barcelona não foi tão efetivo na temporada quanto seu adversário das oitavas, mas analisando atleta por atleta, a equipe espanhola leva, sim, vantagem sobre o Manchester City. Alguns problemas de lesão impediram que o melhor setor ofensivo possível fosse usado constantemente por Tata Martino, mas agora, com a volta de Neymar, ele pode finalmente fazer isso. Na última rodada de La Liga, Lionel Messi fez ótima partida, como tem sido praxe desde seu retorno aos gramados em janeiro. Neymar, após quase um mês como desfalque, entrou no decorrer do jogo e marcou um golaço. Mesmo que o brasileiro não comece algum dos jogos contra os ingleses como titular, ele e Messi são os maiores trunfos individuais dos barcelonistas.

No entanto, não dá para apenas elogiar a dupla e deixar de fora os outros pontos fortes do Barça. No meio-campo, a peça mais constante tem sido Sergio Busquets. Como sempre, posicionado entre a zaga e os outros dois meio-campistas, ora Xavi e Iniesta, ora Fàbregas e Xavi, ora Iniesta e Fàbregas, o volante é a garantia da saída de bola com qualidade do time catalão. Já a dupla mais avançada, seja qual for das três opções acima, criam com muita qualidade para os atacantes.

Explorar os flancos também será importantíssimo para as ações ofensivas do Barça. Pelo lado direito da zaga do City será mais difícil, afinal, Pablo Zabaleta é uma barreira difícil de se passar. No entanto, pela esquerda, seja com Aleksandar Kolarov ou Gael Clichy, o clube de Manchester fica mais expostos. Tanto um quanto outro apoiam bastante o ataque, o que abre espaço para o adversário avançar. Alexis Sánchez, que faz sua melhor temporada desde que deixou a Udinese, terá ali a chance de seguir criando perigo aos adversários.

Análises táticas à parte, Lionel Messi é a maior arma do Barça. Como já mostrou incansáveis vezes, o argentino é capaz de, em uma jogada, destruir qualquer que seja o esquema defensivo do adversário. Se tudo o que foi citado acima não estiver funcionando para o Barça, jogar a bola para o camisa 10 é sempre uma ótima opção. Claro que, para isso, a aproximação dos meias será essencial, mas tanto Xavi quanto Fàbregas ou Iniesta sempre desempenharam isso muito bem, então pelo menos nesse sentido Messi terá suporte. O leque de opções ofensivas do Barcelona cresceu após a chegada de Tata Martino, e se o City chegar esperando apenas pelo tiki-taka das temporadas passadas poderá acabar surpreendido.