Em uma janela que muitos jogadores se transferiram para a Ligue 1, a ida de Marcelo ao Lyon, um dos mais importantes clubes do país, ficou fora do radar. Anunciado no dia 13 de julho, o Lyon anunciou o brasileiro como jogador do clube, vindo do Besiktas. O ex-jogador do Santos foi muito bem no Besiktas, campeão turco, e chamou a atenção do OL. O zagueiro vê a chance de atuar na França como a oportunidade de estar em uma liga com mais visibilidade.

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Com 30 anos, Marcelo começou a carreira no Santos, em 2007. Em 2008, foi vendido ao Wisla Cracóvia, da Polônia, onde ficou por duas temporadas, até 2010. Foi quando chamou a atenção de um grande time da Holanda, o PSV. Por lá, Marcelo teve ótimos momentos. Em 2016, foi emprestado ao Besiktas no meio da temporada, agradou e acabou comprado, assinando por quatro anos. Depois de uma boa temporada e o título turco, se valorizou e o Lyon pagou € 7 milhões para contar com o brasileiro, que veste a camisa 6 no novo clube.

Em entrevista à Trivela, o jogador falou sobre a transferência, os planos para o futuro e como ele tem visto os times da Ligue 1 se reforçando cada vez mais.

Trivela: Depois de dois bons anos no Besiktas, o que te fez decidir a ir para o Lyon?

Marcelo: Eu tive dois anos muito bons no Besiktas, tinha ganhado duas vezes o campeonato, tinha mias quatro anos de contrato, mas eu sou um cara que busca novos desafios na minha vida. Quando o Lyon me procurou pra tentar minha transferência, fiquei feliz com a oportunidade de jogar em um clube grande em uma liga como a da França.

Gostei também do projeto do clube. O Lyon tem a ideia de em dois anos voltar a brigar pelo título e também estar de volta à Champions League. É algo que nós projetamos aqui.

Você já conhecia alguém do time?

Conheço o Memphis [Depay, ex-jogador do PSV e do Manchester United], o [Claudio] Caçapa, que hoje é auxiliar do treinador, e alguns jogadores eu já tinha jogado contra, então já conhecia um pouco do clube e da sua história. É um time tradicional da França.

O que você tem achado das contratações na Ligue 1, como de Neymar?

Eu vejo como positivo para o Campeonato Francês. A Ligue 1 vem em uma crescente, taticamente e tecnicamente. Essas contratações mostram que o Campeonato Francês será um dos melhores da Europa e deve estar entre as quatro melhores ligas do mundo em alguns anos. Para mim, como atleta, eu vejo como oportunidade. É uma liga forte, como as que eu jogava antes, com mais visibilidade. No Brasil e em todo mundo a liga está sendo vista.

Você foi para uma cidade muito famosa na França. Como está morar em Lyon?

Eu ainda estou explorando a cidade, conhecendo. É a cidade número 1 em gastronomia, tem alguns dos melhores restaurantes do mundo aqui. É muito conhecia por isso. A qualidade de vida é muito boa e os franceses brincam que é melhor que Paris (risos). Para mim e para a minha família é uma oportunidade grande e estou gostando muito.

Depois do seu período na Holanda, especulou-se você se naturalizar holandês. Como foi isso?

Isso foram só rumores. Nunca passou pela minha cabeça jogar pela Holanda, tenho uma opinião diferente de alguns atletas que já vi por ai, embora respeite a forma como outros pensam. Eu acho que os jogadores devem jogar pelo seu próprio país, temos que respeitar a nossa seleção. Por isso, não pensei em jogar pela Holanda, não passaram de especulações.

Como está sendo jogar em um clube francês? Já sentiu algo diferente nos treinos?

Jogamos um amistoso contra o Montpellier e uma rodada da Ligue 1. Na Turquia tinha muitos jogadores rápidos, a maioria eram atacantes rápidos. Aqui não é diferente. As equipes tem um treinamento um pouco mais forte, os treinos são mais intensos. O jogo também é um pouco mais rápido.

E a pouco menos de um ano e meio para a Copa, dá para sonhar com Seleção?

Enquanto houver possibilidade, eu sonho com isso. Nos últimos cinco anos, eu jogo em ligas fortes. Por que não ser chamado? A Seleção não está fechada. Eu acredito muito nisso. Vou fazer o meu trabalho aqui da melhor forma e esperar que tenha uma oportunidade.