A decisão da terceira divisão do Campeonato Catarinense promete dar muita repercussão nas próximas semanas. O título conquistado pelo Inter de Lages é bastante contestado pelo Blumenau, derrotado na final. E não são poucos os motivos de reclamação, assim como os alvos – em especial, o árbitro Célio Amorim e a Federação Catarinense de Futebol. Não à toa, o resultado culminou no pedido de demissão de Márcio Santos, vice-presidente do BEC. O motivo alegado pelo ex-zagueiro? Desilusão diante de tudo que aconteceu.

“Eu estou em Santa Catarina desde 1995 e nunca quis trabalhar no futebol. Vim para o Blumenau porque acreditei no projeto e a gente tinha totais condições de subir. Mas, se continuar com esse pessoal da Federação, dificilmente vou continuar”, declarou Márcio Santos, em entrevista ao Jornal de Santa Catarina.

Segundo a publicação, Márcio Santos também sugeriu aos clubes afirmarem sua posição contrária à federação para que ‘não se dispute uma competição sabendo quem vai ser campeão’. Uma afirmação comum dos blumenauenses, diante da sequência de atitudes suspeitas que determinaram o resultado da Terceirona.

Resta saber qual será a ação das instâncias maiores (entenda-se, CBF) sobre o caso ocorrido em Santa Catarina. O posicionamento de Márcio Santos, um ex-jogador de renome e campeão do mundo com a seleção brasileira, pode ajudar ainda mais na repercussão do caso. O problema é esperar algo simples em uma estrutura que nem sempre age da maneira mais lógica – e mais justa.