Aos 31 anos, Marta prepara-se para liderar a seleção brasileira a mais uma Copa. Em abril, a jogadora do Orlando Pride disputa a Copa América, no Chile, que vale duas vagas diretas – e uma na repescagem – ao torneio mundial do ano que vem, que será realizado na França. E nada garante que será a última vez para a melhor jogadora de todos os tempos.

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Caso chegue a 2023, Marta teria 37 anos e igualaria a marca de seis Copas do Mundo da compatriota Formiga. Seria outro recorde para se juntar ao que ela já possui, de maior artilheira da competição, com 15 gols em 17 partidas. “Embora não possa prever o dia de amanhã, não posso dizer que esta será minha última Copa do Mundo”, disse, em entrevista ao site da Fifa. “Eu tento viver cada dia e cada momento. Preciso trabalhar duro todos os dias para estar muito bem. Apenas o tempo dirá se será minha última Copa do Mundo”.

A seleção brasileira feminina passou por momentos conturbados ano passado, com a demissão de Emily Lima e o retorno de Vadão, o que Marta caracteriza como um período de transição. “Mas o objetivo continua o mesmo: fazer gols e jogar bem. Claro que também chegar à Copa do Mundo muito bem e lutar pelo título, como sempre. É uma competição muito importante para nós. E o importante é que temos trabalhado muito duro. O nível será muito bom. Temos enfrentado várias seleções e o que vemos é que o futebol feminino está se desenvolvendo muito bem ao redor do mundo”, disse.

Mesmo que a aposentadoria chegue antes do previsto, o futebol feminino não ficará muito tempo sem a presença de Marta. “É difícil viver sua vida inteira jogando futebol e, quando parar de jogar, não fazer nada relacionado com ele. Há muitos jogadores e jogadores que viveram bons momentos no jogo e ainda estão envolvidos de um jeito ou de outro. Meu pensamento é permanecer no futebol feminino e ajudar a desenvolvê-lo, fazer com que mais garotas e mulheres o disputem”, encerrou.