Marta está de volta ao futebol dos Estados Unidos. A camisa 10 da Seleção, cinco vezes eleita melhor jogadora do mundo pela Fifa, defenderá o Orlando Pride na próxima edição da NWSL – a liga local de futebol feminino. O clube da Flórida, gerido pelo brasileiro Flávio Augusto da Silva (mesmo dono do Orlando City), anunciou a contratação da craque nesta sexta-feira. Aos 31 anos, a brasileira assinou pelas duas próximas temporadas, com cláusula de extensão do vínculo por mais uma. Um acréscimo e tanto ao time, ao futebol de uma cidade de torcida engajada e ao campeonato como um todo. A estreia do Pride na NWSL está marcada para o próximo dia 15.

VEJA TAMBÉM: Marta chega a 100 gols pela Seleção: Assista às 10 maiores pinturas da Rainha

Esta será o quarto clube de Marta nos Estados Unidos. A camisa 10 já havia defendido Los Angeles Sol, Gold Pride e Western New York Flash, passando uma temporada em cada franquia. Com as duas últimas, conquistou o WPS Championship, antigo campeonato local, extinto posteriormente. Desde 2012, a alagoana fazia a sua carreira na Suécia, atuando por Tyresö e Rosengard. No período, conquistou três edições do Campeonato Sueco. Já na última semana, o Rosengard foi eliminado pelo Barcelona nas quartas de final da Liga dos Campeões, o que abriu caminho para a sua saída. O clube concordou em liberar a craque do restante de seu contrato.

Em Orlando, Marta encontrará um dos clubes mais ambiciosos da NWSL, mas que não fez bom papel na última temporada. A equipe da Flórida terminou a fase de classificação na penúltima colocação, entre 10 participantes. Nova referência técnica do elenco, a meia-atacante terá a companhia de outras duas brasileiras: as defensoras Camila e Mônica – esta, também frequentemente convocada à Seleção e presente nos Jogos Olímpicos de 2016. Também reencontrará Ali Krieger e Ashlyn Harris, jogadoras da seleção americana que atuaram no Tyresö. Além disso, outra estrela do Pride é a atacante Alex Morgan, emprestada ao Lyon para a reta final da Champions, mas que retorna ao time a partir de junho.

“Nós estamos incrivelmente orgulhosos de trazer Marta para Orlando. Nossa comissão técnica trabalha duro para contratar as melhores. Começamos com o Pride para vencer, e contratar Marta é a prova da nossa confiança neste time, nos nossos torcedores e na paixão pelo futebol na Flórida central”, declarou Alex Leitão, diretor-executivo da franquia. Visão complementada pelo técnico Tom Sermanni: “Trazer Marta ao ambiente do clube imediatamente eleva todas as jogadoras. Ela continua sendo uma craque, simples assim. Contratá-la é uma enorme declaração do que pretendemos. Mesmo psicologicamente, quando as adversárias olharem a nossa escalação, haverá um pouco de medo. Contar com Marta e Morgan nos dá muitas armas ofensivas”.

Segundo reportagem da Sports Illustrated, Marta ganhará o teto salarial da NWSL, cerca de US$ 41 mil por ano. Entretanto, Leitão afirmou que o processo de convencimento da craque levou bem mais em conta o projeto da franquia e os planos pessoais de morar nos Estados Unidos. O dirigente comparou a negociação com a de Kaká, novo “vizinho” da camisa 10 em Orlando. A dupla brasileira, ainda mais, poderá atrair o público ao novo estádio de Orlando. Além disso, também espera-se que a chegada da alagoana possa impulsionar a NWSL, após perder algumas jogadoras de renome para clubes europeus nos últimos meses. Por toda a sua história, não há dúvidas de que Marta possui grandeza para tal.

Marta Orlando Pride 1