Javier Mascherano é um dos mais experientes jogadores do elenco da seleção argentina. Aos 33 anos, ele é o mais velho, além de ser uma das referências. Zagueiro no Barcelona, o jogador deixou o clube catalão em janeiro e foi para o Heiber Fortune, da China. Um dos pilares do time de Alejandro Sabella na Copa jogada no Brasil, o Jefecito, como é chamado na Argentina, chega na preparação para a Copa 2018 buscando o seu espaço no time titular. Ele falou sobre a preparação da seleção albiceleste para a Rússia e a sua situação em particular.

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“A Argentina é sempre competitiva e o jogador argentino sempre tem um extra. Por isso, o procuram em todos os lugares do mundo. Mas temos muitas coisas a melhorar para chegarmos ótimos ao início do mundial. Estamos nisso. A preparação começou muito cedo para esclarecer as dúvidas. É essencial construir um bom grupo. O técnico vai precisar dos 23, não apenas dos 11 titulares”, declarou o treinador.

“Não chegamos da melhor maneira e temos que ser realistas. Há outras seleções em um grande nível e nós não conseguimos mostrar esse nível. Isso não implica que a Argentina não seja candidata ou competitiva. É um gene competitivo que esta seleção tem e espero que possa demonstrar na Copa”, disse.

Um dos líderes do elenco albiceleste, Mascherano falou sobre a sua situação. Em 2014, Jefecito foi não só titular como um dos destaques do time, sendo um coadjuvante para o brilho do protagonista Lionel Messi. “Minha situação não é a mesma que há quatro anos. Isso não significa que não possa seguir trazendo coisas. Eu sei as coisas que eu falho e tendo dar o melhor de mim. Minha única preocupação é viver de acordo com a situação. Então o treinador decide”, contou.

“Sou um soldado que agora vai direto a para a morte. Esta é a minha última batalha. Farei o que for preciso tanto dentro quanto fora do campo. Competi toda a minha vida e o que consegui, eu ganhei no pulmão. Meu dever é treinar ao máximo para complicar a escolha do treinador e aceitarei tudo que me cabe”, afirmou Mascherano em entrevista coletiva.

“Nunca me senti dono de uma posição ou de um lugar dentro da seleção. [A seleção da] Argentina é algo que o tempo todo é preciso ter um exame de rendimento, pela história e pela qualidade dos jogadores que possui. Quando eu estou em um grupo, trato de somar onde me cabe e fazer com que a decisão do técnico seja difícil”.

Saída do Barcelona

“Tratei de buscar uma saída porque o treinador do Barcelona não era muito de rodar. Não foi fácil sair no mercado de inverno. A Eurocopa não poderia ir, Argentina não era uma opção, então fui para a China. Não fui apenas pelo caminho de ganhar dinheiro, mas também porque queria ter minutos. Estar feliz jogando futebol, não importa onde”, disse o jogador. “A seleção foi um dos pontos. Me convenci que na China era a melhor opção. Depois poderia ter a consequência do treinador achar que não era uma liga competitiva”.

Com um papel muito importante na seleção, é de se imaginar que Mascherano seja utilizado, seja como zagueiro, seja como volante. Sampaoli ainda precisa encontrar uma maneira de jogar que torne o time melhor, mais eficiente e que apague a má impressão deixada em amistosos. Por isso, será importante que ele teste quem melhor pode fazer todas as funções. Com a experiência e influência que tem, é possível que Mascherano esteja entre os titulares quando a Copa começar para a Argentina.