A transferência de Kylian Mbappé ao Paris Saint-Germain, obviamente, não foi bem aceita pelos torcedores do Monaco. Por mais dinheiro que o negócio tenha gerado, os alvirrubros sentiram a decisão do prodígio como uma traição. E a internet, este meio que deveria servir para espalhar conhecimento, mas acaba ressoando mais a ignorância, reuniu as vozes dos monegascos insatisfeitos com o garoto. Atacado nas redes sociais, o atacante optou por dar uma resposta em seu twitter. Afirmou seu amor e sua gratidão à torcida, mesmo sem demonstrar arrependimentos quanto a sua decisão.

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“Torcedores monegascos, eu gostaria simplesmente de agradecê-los por todo o amor que vocês me deram durante o tempo em que passamos juntos. Jamais senti tamanha afeição, apoio e motivação. Eu sei que alguns entre vocês não compreendem a minha escolha e que um sentimento de cólera nasceu entre vocês. Eu entendo também certas vaias em nosso último encontro, diante das falsas informações circulando sobre a ‘novela Mbappé’. Eu não mudei, meu staff não mudou, nossos valores são os mesmos: humildade, simplicidade e respeito”, escreveu.

Além disso, Mbappé usou uma frase do escritor, filósofo e goleiro Albert Camus para falar sobre a situação: “‘A verdade, como a luz, cega. A mentira, ao contrário, é um belo crepúsculo que valoriza cada objeto’. Mas uma coisa é certa: vocês podem estar em cólera, me detestar ou mesmo me vaiar, mas não poderão jamais me impedir de amar vocês. Porque a verdade é essa, eu amo vocês”.

Nascido em Bondy, uma comuna no subúrbio de Paris, Mbappé começou a carreira em uma equipe local e passou pela academia da seleção francesa, despertando a atenção de outros clubes. Apesar de receber propostas de times mais tradicionais, o garoto acabou assinando com o Monaco em 2013, aos 14 anos. Estreou na equipe principal em 2015, pouco antes de completar 17 anos, e se tornou nome imprescindível na última temporada, anotando 15 gols na campanha que valeu o título da Ligue 1. Disputou um jogo em 2017/18, contra o Toulouse, antes de sua saída ao Paris Saint-Germain. E, independentemente do que conquistou, deve ser recebido com hostilidade no retorno ao Estádio Louis II.