Exceto pelos primeiros anos de sua carreira na seleção argentina, Lionel Messi nunca levantou questionamentos sobre seu desempenho dentro de campo. Fora dele, no entanto, o craque parece não conseguir mais paz. Após acusação de fraude no imposto de renda e pagamento de quase R$ 30 milhões para a Fazenda, o camisa 10 do Barcelona agora vê seu nome envolvido em um escândalo de lavagem de dinheiro do narcotráfico colombiano.

Mas qual a ligação entre Messi e traficantes? De acordo com o jornal espanhol El País, o narcotráfico colombiano teria utilizado eventos esportivos e musicais para lavar dinheiro, dentre eles cinco partidas beneficentes organizadas pelo jogador.

Segundo o periódico, Andrés Barco, “cabeça” do esquema, teria viajado até Barcelona para se encontrar com o empresário Guillermo Marín, responsável pela empresa Imagen Deportiva, que gerencia os jogos beneficentes promovidos pelo atleta do Barcelona. O El País conta ainda que um irmão de Messi estaria presente no encontro, mas não cita qual deles.

O mesmo jornal publicou que a relação profissional entre Messi e seu pai, Jorge Messi, estaria definhando. Uma fonte próxima ao atleta teria aconselhado o camisa 10: “O futebolista número um deve providenciar a empresa melhor preparada. Não se pode levar de maneira amadora, nem que seja por questão de confiança, assuntos que exigem muita profissionalidade. Não é fácil delimitar responsabilidades porque se atua por delegação. O filho vai até o pai, e o pai até uma empresa sem saber exatamente como ela atua”.

As investigações ainda estão em fase inicial, e essas informações são o pouco que se sabe publicamente até agora. De qualquer forma, independentemente de ser verdade ou não, Messi precisa seguir os conselhos dessa fonte não divulgada: talvez seja hora de se desassociar de seus familiares neste âmbito financeiro. Fora do campo, a imagem do jogador segue sendo arranhada desde o problema fiscal, e, provados ou não, essas histórias acabam o prejudicando.