Onde vai se dar bem

Fator de protagonismo. As melhores chances aztecas aparecem justamente quando se espera pouco dela. Ainda que contra a seleção brasileira o histórico recente seja favorável, é pouco prudente imaginar que os mexicanos possam fazer frente às seleções favoritas. Contra Camarões e Croácia, contudo, adversários de nível semelhante, a falta de favoritismo joga a favor, já que os mexicanos aprenderam a superar rivais de qualidade média de certa forma constantemente, principalmente quando a Tricolor joga partidas desse tipo sem o peso do favoritismo.

Onde vai se dar mal

Poder de decisão. Há jogadores experientes e seguros, com boas passagens pelo futebol europeu, jovens com potencial e bom futebol, e até mesmo antigas promessas que não se confirmaram, mas são importantes como espinha dorsal da seleção. Mas falta um fora de série, aquele jogador capaz de desequilibrar as partidas a favor nos momentos decisivos. Faltam craques pensadores no elenco azteca (a bem da verdade, em todo o futebol mexicano) e, sem isso, dificilmente o time avançará quando se deparar com as seleções protagonistas.

 Quem pode desequilibrar

Marco Fabián. Ainda que muitos apostem em “Chicharito” como a grande estrela da Tricolor, Marco Fabián vem assumindo o protagonismo do time. Com muitos gols e boas exibições nos últimos amistosos, além da excelente fase pelo Cruz Azul, Fabián é o “protótipo” de craque que foram Hernández e Dos Santos. Espera-se, contudo, que diferente dos dois primeiros assuma o protagonismo nos momentos decisivos. Rápido, habilidoso e dono de excelente visão de jogo, “Marquito” vem se consagrando também nas finalizações e pode ser a válvula de escape dos mexicanos contra rivais mais fortes.

A carta na manga

Diego Reyes. Com apenas 21 anos, Reyes já liderou um dos clubes mais populares do país até a o título nacional ostentando a titularidade em toda a campanha. Vendido por 7 milhões de euros ao Porto (POR), a temporada passada no time reserva prejudicou um pouco suas pretensões na Copa, mas serviu também para amadurecer o futebol seguro do jovem. Muito forte no jogo aéreo, o zagueiro tem passagem por todos os escalões da base da Tricolor e em breve deve assumir a braçadeira de capitão do veterano companheiro “Rafa” Márquez.

Até onde deve chegar

Oitavas. Apesar de acessível, o grupo dos aztecas é equilibrado. Se o retrospecto contra o favorito Brasil é parelho, o nível de Croácia e Camarões, os outros adversários, é similar aos aztecas, que devem brigar ponto a ponto pela vaga. Ainda assim, a Tricolor soma certo favoritismo pela experiência e regularidade em competições internacionais. A partir do mata-mata, entretanto, o rival que vier será páreo duro. Na melhor das hipóteses um Chile. Na pior, Espanha ou Holanda, as mais prováveis. De qualquer forma, difícil acreditar que um grupo que perdeu para o Panamá, ficou atrás de Honduras e precisou buscar a vaga na respescagem consiga ir além das oitavas. Novamente.

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