Vencer o clássico, na casa do rival, depois de quase quatro anos, anotando um número de gols nunca antes registrado e encerrando uma invencibilidade dos adversários que durava 13 meses em seu estádio. A vitória do Betis sobre o Sevilla neste sábado, dentro do Estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, teve muitos requintes. Tanto quanto o épico placar de 5 a 3, valeu a imposição dos verdiblancos, exibindo um futebol vistoso no ataque – apesar das recorrentes falhas defensivas. E era óbvio que os torcedores não deixariam passar batida uma ocasião como esta. Durante a noite e a madrugada, milhares de beticos se reuniram no Estádio Benito Villamarín para recepcionar os seus jogadores.

A comemoração do Betis pelo resultado histórico foi digna de título. A multidão cantou, acendeu sinalizadores e saudou os seus heróis. Um dos mais festejados foi o capitão Joaquín, que chegou a “tourear” a massa alviverde com uma bandeira do clube – exibida horas antes dentro do Ramón Sánchez-Pizjuán, de maneira orgulhosa. Alguns podem até questionar o “apequenamento” de celebrar desta maneira um dérbi, quando o Sevilla faturou em pouco mais de uma década cinco títulos continentais. A paixão, todavia, não possui uma medida única. E esta é uma das mostras mais genuínas do fanatismo que gira ao redor dos verdiblancos.