O México foi uma das grandes notícias da primeira rodada, ao vencer a atual campeã Alemanha. Mas como se sairia contra a Coreia do Sul, uma partida que apresentaria dificuldades diferentes? A resposta: foi bem. Longe de fazer um jogo fantástico e permitindo espaços demais na defesa, foi sólido o bastante para abrir 2 a 0, antes de sofrer o desconto de Son Heung-min. O destaque foi mais uma vez para a velocidade com que o time de Juan Carlos Osorio consegue levar a bola da defesa para o ataque, o que torna o México mortal nos contra-ataques. Um perigo para seleções maiores no mata-mata, como a Alemanha já percebeu. Mas os mexicanos ainda precisam chegar lá: com seis pontos, estão em ótima posição, mas, se os alemães derrotarem os suecos, logo mais, há a possibilidade de um tríplice empate após a última rodada. 

O gol na hora certa

O México começou a partida no comando, mas sem muita inspiração para criar chances de gol. No outro lado, a Coreia do Sul chegava poucas vezes, mas com perigo. Aos 12 minutos, por exemplo, Gallardo precisou bloquear o chute de Lee Yong, dentro da área. Son teve três finalizações na mesma jogada, duas bloqueadas e uma desviada para escanteio. No escanteio, Ki Sung-Yueng conseguiu uma boa cabeçada, e Ochoa espalmou para cima da trave. Foi o momento de mais risco do México. Sorte que Jang Hyun-Soo deu uma mãozinha. Literalmente. Guardado tentou o cruzamento pela esquerda. O sul-coreano deu o carrinho com o braço levantado. Pênalti. Carlos Vela cobrou e fez 1 a 0. Layún teve a chance de ampliar, assim como Lozano, mas ambos finalizaram mal. 

Rápidas transições

Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o destaque foi a transição do México da defesa para o ataque. Sempre muito rápida, seja com passes curtos para frente ou com lançamentos. Dessa maneira, Lozano foi encontrado duas vezes no mano a mano com a defesa sul-coreana. Em uma delas, errou o drible, na outra, a finalização foi bloqueada. Em uma terceira ação, Vela recebeu pela direita, levou à perna esquerda e bateu colocado. Por cima do travessão. E o México foi perdendo chances de matar a partida.

E, enfim, matou

Foi em um desses rápidos contra-ataques que a partida acabou. Lozano arrancou e deixou a marcação para trás. Com liberdade, pode escolher entre duas opções de passe: Vela pela direita ou Chicharito pela esquerda. Buscou Hernández, que deu o corte na marcação e bateu de perna direita. Não foi a melhor finalização da sua vida, mas o chute mascado entrou no canto do goleiro Cho Hyun-woo. Osorio trouxe à Rússia um time que é muito bom de contra-ataque. 

Son desconta

Craque do time sul-coreano, Son Heung-min foi mais produtivo contra a Suécia. Mas tentou, neste sábado. E tentou bastante. Deu oito chutes a gol (três deles no mesmo lance), mas só conseguiu mandar dois pro alvo. Ochoa defendeu um. O outro foi um belo tento, bem ao seu estilo. Dominou, puxou para a perna esquerda e bateu com curva. Único gol da Coreia do Sul na Rússia até agora.

Ficha técnica

Coreia do Sul 1 x 2 México

Local: Arena Rostov, em Rostov-on-Don (Rússia)
Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)
Gols: Carlos Vela e Javier Hernández (MEX); e Son Heung-min (COR)
Cartões amarelos: Kim Young-gwon, Yong Lee, Lee Seung-Woo e Jung Woo-Young (COR);

Coreia do Sul: Cho Hyun-woo; Yong Lee, Jang Hyun-soo, Kim Young-gwon e Kim Min-woo (Chul Hong); Ki Sung-Yueng, Joo Se-jong (Lee Seung-wo), Moon Seon-min (Jung Woo-young) e Hwang Hee-chan; Lee Jae-sung e Son Heung-min. Técnico: Shin Tae-yong

México: Guillermo Ocho; Edson Álvarez, Carlos Salcedo, Héctor Moreno e Jesús Gallardo; Héctor Herrera, Miguel Layún e Andrés Guardado (Rafael Márquez); Carlos Vela (Giovani dos Santos), Hirving Lozano (Jesús Corona) e Javier Hernández. Técnico: Juan Carlos Osorio