Fim do tabu! Alemanha volta a bater a França após 26 anos

Khedira comemora o gol da virada alemã (AFP PHOTO / PATRICK KOVARIK)Khedira comemora o gol da virada alemã (AFP PHOTO / PATRICK KOVARIK)

Por Leandro Stein 06/02/2013 20:01

Vinte e seis anos depois, a Alemanha volta a comemorar uma vitória sobre a França. Os germânicos não batiam os rivais desde 1987, quando Rudi Völler definiu o triunfo em uma Berlim ainda dividida. Desde então, foram cinco vitórias e um empate, sempre em amistosos. Embora o destino do resultado parecesse ser o mesmo nesta quarta, o Nationalelf buscou a virada por 2 a 1 no Stade de France, encerrando o incômodo jejum.

Didier Deschamps armou a França no 4-3-3, aproveitando o entrosamento de Moussa Sissoko e Yohan Cabaye no meio de campo e compondo o ataque com Mathieu Valbuena, Karim Benzema e Franck Ribéry. Já Joachim Löw trouxe a Alemanha em seu tradicional 4-2-3-1. Ilkay Gündogan ganhou chance no meio, assim como Rene Adler no gol.

O início do jogo foi controlado pela Alemanha. O Nationalelf trabalhava bem a bola no campo e rondava a área francesa, mas não conseguia passar por Hugo Lloris. O goleiro parou com o pé tentativa de Mesut Özil e operou milagre em cabeçada de Per Mertesacker, desviando com a ponta dos dedos para escanteio.

Do outro lado, a França tinha seus melhores lances em bolas longas para Benzema, ganhando um pouco mais de volume pelas laterais nos minutos anteriores ao intervalo. E, aos 44, os Bleus abriram o placar, com Mathieu Valbuena. Karim Benzema cobrou falta no travessão, a defesa alemã paralisou e deu a brecha para que o baixinho marcasse de cabeça.

A Alemanha, no entanto, não precisou esperar muito pelo empate. Aos seis minutos do segundo tempo, Etienne Capoue foi desarmado por Gündogan. O volante serviu Thomas Müller, que tocou na saída de Lloris. E os alemães seguiram acelerando no ataque, fazendo os franceses se fecharem mais.

Quando os Bleus tentavam sair mais para o jogo, abusando das subidas pelas pontas, o Nationalelf sacramentou a virada. Sami Khedira tabelou com Özil e o camisa 8 deu assistência soberba, deixando o companheiro sozinho com Lloris para marcar. No restante da partida, a França intensificou a pressão, especialmente após a entrada de Olivier Giroud, mas não evitou a derrota.