Sem receber salários desde setembro, os jogadores do Racing Santander, na segunda divisão da Espanha, aproveitaram a primeira partida das oitavas de final da Copa do Rei contra o Almería – que terminou 1 a 1 – para realizar um protesto nos moldes das manifestações que o Bom Senso FC apresentou no final do Campeonato Brasileiro do ano passado.

Em casa, os atletas se recusaram a jogar durante os primeiros 20 segundos. O Almería entendeu o que estava acontecendo e não quis tirar vantagem. Tocou a bola no campo de defesa e depois deu um chutão para a lateral para o jogo poder começar.

O protesto teve o apoio da Associação de Jogadores de Futebol da Espanha, que explicou em comunicado que o presidente Ángel Lavín prometeu pagar parte das pendências financeiras de outubro, novembro e dezembro até o último dia de 2013, mas não cumpriu com a palavra.

Foi uma forma muito válida de chamar atenção para o problema do clube, diferente do que fizeram os torcedores. Nas arquibancadas, da onde o bom senso geralmente foge como diabo da cruz, houve violência.

Aos 14 minutos do segundo tempo, alguns fãs do Racing começaram a lançar bebidas em diretores e tentaram agredir Lavín. A situação só foi controlada quando a segurança privada do clube fez um cordão humano para proteger o camarote presidencial. Mesmo assim, segundo o jornal espanhol AS, o presidente foi chutado algumas vezes pelos vândalos, que já deveriam ter aprendido que a violência é a pior forma de protesto.