Radja Nainggolan possui um jeito de ser singular. Muitas vezes, o belga é taxado como bad boy, sobretudo por conta de alguns episódios de indisciplina. Mas, além disso, se demonstra também como alguém bastante apegado às raízes, apaixonado pelas cores que defende. Desejado por outros clubes nas últimas janelas de transferências, o meio-campista reiterou suas raízes em Roma. Afirmou seu gosto pela cidade e pelo modo de vida italiano, o que já teria o levado a recusar propostas do exterior – inclusive do Chelsea. Aos 29 anos, o Ninja vive no país desde os 17, o que explica bastante sobre esta aclimatação.

“Poderia ter assinado com o Chelsea e também com outros times. Mas aos 28 ou 29 anos, ir para outro lugar, com uma nova cultura e um estilo de vida diferente… isso não me atrai. Prefiro ficar aqui, onde sou feliz. Se dinheiro fosse minha motivação, teria mudado de clube várias vezes, meu salário poderia ter subido seguidamente. Minha principal motivação é viver bem. Você precisa ser feliz jogando na cidade onde vive. Eu tenho isso aqui, tudo está perfeitamente combinado. Minha família se dá bem com a cidade, há muitos bons restaurantes e bons lugares a ir. Se os amigos ou os familiares vêm te visitar, você pode mandá-los a qualquer lugar”, declarou, à SportMagazine.

Além disso, Nainggolan ressaltou o vínculo que possui com a Roma: “Eu também estou muito vinculado ao clube, a torcida me apoia. Eu me doo muito em campo e tenho respeito por isso. Como jogador, esse é um dos melhores sentimentos que você pode ter. Cresci na Antuérpia, mas me tornei um homem na Itália. Como as coisas estão agora, me vejo morando em Roma quando me aposentar e tendo uma segunda casa na Antuérpia”.

Perguntado sobre Francesco Totti, o meio-campista falou sobre a sua boa relação com o Capitano: “Totti continua indo aos vestiários. Tenho uma grande relação com ele, vemos as coisas de uma maneira parecida. Ele é alguém que diz imediatamente o que pensa, e isso também acontece comigo. Quando cheguei aqui, olhei para ele, era como um deus em Roma, mas acho que rapidamente deixei uma boa impressão. Ele não se leva tão a sério, como eu. Você pode ser sério na vida, mas não tanto”.

Por fim, Nainggolan discutiu o seu presente na seleção belga. Apesar do noticiário ao redor de seus entraves com o técnico Roberto Martínez e das ausências em convocações, o meio-campista nega qualquer problema. Afirma que possui uma ótima relação com os companheiros e coloca a Copa do Mundo como grande objetivo de sua carreira neste momento. Jogador do Cagliari na época, pouco antes de sair à Roma, não esteve presente no Mundial de 2014.

“Eu acho que, tomando base minhas conquistas recentes, eu mereço ser parte da seleção. Eu me colocaria como volante no 3-4-2-1. É a minha melhor posição. Mas o mais importante é conseguir a convocação à Copa, depois que eu perdi o último Mundial. Eu me dou bem com todos, só perguntar. Não causo problemas, nunca tive problema com outro jogador. Pelo contrário, todos os meus companheiros vêm me visitar em Roma. Talvez eu devesse tentar ser um pouco melhor com o técnico também, embora nunca tive entraves com ele. Às vezes é preciso aceitar que você não concorda com as escolhas feitas. Há uma coisa que me falta e isso é viver a experiência de uma Copa do Mundo, de preferência essa. Se eu perder, ficaria muito desapontado”, apontou.