Não era um dos maiores desafios para a Argentina. E diante das diversas contusões às vésperas da Copa do Mundo, era natural que a Albiceleste tirasse o pé do acelerador em La Plata. Ao menos, deu para os bicampeões mundiais vencerem seu último compromisso antes de estrearem contra a Bósnia: 2 a 0 sobre a Eslovênia, placar magro, mas o suficiente para não dar margem à desconfiança sobre os argentinos. Ainda assim, serviu para Alejandro Sabella testar algumas variações em sua equipe que podem ser úteis.

Para evitar problemas, o técnico deixou no banco Messi, Agüero e Di María, seus principais astros. Acabaram entrando apenas no segundo tempo, para satisfazer a torcida local, mesmo que nem a Argentina precisasse disso. Messi, inclusive, marcou o gol que fechou o triunfo, dando um conforto àqueles que ainda desconfiam de sua forma às vésperas da competição. Já o primeiro tento foi marcado por Ricky Álvarez.

Dos protagonistas da Argentina, o principal a começar jogando foi Javier Mascherano. E em uma função diferente daquela que está acostumado: entrou como líbero, no 3-5-2 testado por Sabella. Interessante para dar um pouco mais de liberdade aos laterais, especialmente Rojo (visto como um dos pontos fracos do time) e recuar o volante à linha defensiva, onde atua há tempos no Barcelona. Uma variação válida para o Mundial, ainda que não deva ser o padrão.

Além disso, Sabella aproveitou para rodar o seu meio-campo. Se Mascherano e Di María são os intocáveis em seu 4-3-1-2, há muitos questionamentos sobre a real capacidade de Gago para acompanhá-los por ali. Neste sábado, o setor contou com Biglia, Maxi Rodríguez e Enzo Pérez. E o jogador do Benfica foi o único a permanecer em campo durante os 90 minutos, um nome quente às vésperas do Mundial. Fez o básico em um amistoso que não se exigia muito, mas, por tudo o que demonstrou na temporada com os encarnados, pode cavar seu espaço entre os titulares de última hora.

Dentro das circunstâncias, a Argentina é uma das poucas seleções que chegam à Copa mais inteiras. Ainda que as dúvidas sobre Messi persistam e as carências em algumas posições sejam evidentes (é, Romero, estou falando de você), a situação da albiceleste é relativamente boa. E, considerando a chave potencialmente fácil que o time tem pela frente, dá para chegar longe.