Ninguém dava um tostão furado por Gales na Eurocopa de 2016. Sessenta anos sem disputar grandes competições, primeira euro, dependência exagerada de seu principal jogador, país pequeno, sem grandes craques. Nada disso importou uma vez que a bola começou a rolar. Gareth Bale e companhia venceram o grupo da Inglaterra e eliminaram a badalada Bélgica na rota até as semifinais, antes de ser derrotado por Portugal. Um conto de fadas que será contado nas telonas do cinema.

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O documentário se chamará “Não me leve para casa”, em referência ao grito de guerra da torcida galesa, um dos personagens principais da obra. No comando, Jonny Owen, aclamado pelo seu documentário “I Believe in Miracles” (“Acredito em milagres”), que conta a história do bicampeonato europeu do Nottingham Forest. “O que é tão legal e tão marcante sobre a história é que estou bastante consciente que não vencemos a Euro”, afirma Owen ao Wales Online. “O filme não terminará com ‘We Are The Champions’ do Queen. Não será triunfante, de maneira alguma”.

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O enredo será sobre o time de um pequeno país, há 60 anos longe de grandes competições, que precisou lidar com a trágica morte de seu treinador, Gary Speed, e, quando chegou aos grandes palcos, deixou tudo dentro de campo e conseguiu uma campanha memorável. “O menor país da história a conseguir chegar às semifinais da Eurocopa. Um feito incrível”, disse. “Não é apenas sobre a Euro, é sobre um time e um país recuperando-se da tragédia do Gary Speed. E a história de Chris Coleman (o técnico) tendo que lidar com isso e com o luto do time. Demorou um bom tempo para eles se recuperarem”.

O filme será lançado em cinemas britânicos em 3 de março.