Está cada vez mais árdua para o Napoli a disputa do título do Campeonato Italiano. A Juventus já ostenta quatro pontos de vantagem, a pressão se avoluma a seis rodadas do final… mas os Partenopei provaram, neste domingo, que não ousarão desistir enquanto houver uma única chance de acabar com o jejum de 28 anos. Contra o Chievo, criaram muitas chances no primeiro tempo. Sofreram dois baques na etapa final: tanto o pênalti perdido quanto saírem atrás para os Burrinhos Voadores. Mas seguiram em busca da vitória. E a conseguiram, na virada por 2 a 1, de um jeito para eletrizar a torcida: dois gols nos últimos cinco minutos de jogo.

Na primeira etapa, se houve algum responsável pelas ações ofensivas, este foi Lorenzo Insigne. Logo aos quatro minutos, o italiano finalizou com um voleio na área, mas a bola desviou em Fabio Depaoli e saiu. Aos 16, iniciou a jogada: cruzou da esquerda, e José María Callejón completou na pequena área, por cima do gol. E o camisa 24 napolitano finalizou de novo aos 23, novamente da esquerda, novamente com chute – desta vez, o goleiro Stefano Sorrentino pegou sem ceder o rebote. Seguiu participando aos 31: tabelou com Marek Hamsik, devolvendo a bola ao eslovaco, mas Marek Hamsik tabelou com Insigne e recebeu de volta, mas o chute deste foi afastado por um defensor. Finalmente, aos 37, Insigne superou a marcação de Samuel Bastien, mas completou na rede pelo lado de fora.

Mas foi só no segundo tempo, aos cinco minutos, o Napoli teve a sua grande chance. Num passe em profundidade, Depaoli impediu que Dries Mertens dominasse a bola, derrubando-o na área. O juiz Gianluca Manganiello marcou o pênalti, e o próprio Mertens partiu para a cobrança. Sorrentino apareceu de novo: pulou no canto direito e espalmou a bola, evitando o gol.

Foi a senha para o Chievo crescer. Os visitantes de Verona se aproximaram do ataque, e conseguiram o gol aos 28 minutos, por uma desatenção defensiva dos mandantes no San Paolo. Emanuele Giaccherini aproveitou falha da defesa partenopea, roubou a bola e saiu com ela rumo à área. Passou à direita, onde vinha Mariusz Stepinski. E o polonês tocou na saída de Pepe Reina para o gol do 1 a 0. Nas arquibancadas, as câmeras de tevê flagraram uma criança chorando.

Se a pressão napolitana antes do gol já era intensa, aumentou ainda mais. Já aos 30, Lorenzo Tonelli mandou a bola no travessão. Ela seguiu aos 40, com Mattia Bani impedindo na hora certa o chute de Arkadiusz Milik. Todavia, foi justamente o polonês que iniciou o alívio, quando ele parecia inalcançável: aos 44, Insigne cobrou falta, e o camisa 99 cabeceou, mandando a bola no canto de Sorrentino. O 1 a 1 já ajudava, mas era insuficiente. A vitória era necessária. E ela veio nos acréscimos: aos 48′, num escanteio de Callejón, Amadou Diawara dominou na área e finalizou com um chute colocado para o 2 a 1 que fez explodir a torcida. E deixou claro: está difícil para o Napoli, mas ele não desistirá da disputa do título.