Dificilmente um fim de semana de futebol europeu chega ao final sem alguma manifestação racista ou nazista nas arquibancadas dos estádios, e mesmo dentro dos gramados. Por isso, a punição que a Fifa aplicou ao zagueiro Josip Simunic é exemplar, muito merecida, e deveria tornar-se padrão para esse tipo de caso, mesmo quando envolve a torcida. O croata comemorou a vitória da sua seleção sobre a Islândia na repescagem com gritos nazistas e está fora da Copa do Mundo.

Por considerar que Simunic discriminou e ofendeu a dignidade de um grupo de pessoas, a Fifa o suspendeu por dez jogos, que englobam toda a competição que será realizada no Brasil ano que vem, mesmo que a Croácia, por ventura – e por milagre – chegue à decisão. A punição imposta pela entidade é exemplar porque é palpável. Tem um efeito prático muito claro: quer ser racista ou nazista, colega? Você não joga a Copa do Mundo.

Isso deveria, inclusive, ser transportado para as arquibancadas. Os torcedores que forem pegos com bandeiras nazistas ou proferindo ofensas racistas deveriam ser identificados e afastados dos estádios pelo resto da competição. Com o tanto de imagem que um jogo de futebol produz, descobrir quem são os idiotas não é nada difícil. Deveriam, inclusive, ser banidos, em caso de reincidência ou incidentes muito sérios.

Porque as punições de perda de mando de campos, suspensões leves, multas irrisórias, faixas com frases bonitinhas ou campanhas anti-racismo não estão coibindo esse tipo de crime no futebol europeu.