O futebol brasileiro é abençoado em 11 de janeiro. Afinal, nesta data nasceram dois grandes craques que brindaram os estádios do país com seu talento. E se em 2017 homenageamos Reinaldo, o Rei do Galo que completava 60 anos, desta vez alternamos o tributo para celebrar os 77 anos de Gérson, o Canhotinha de Ouro. Porque, afinal, todos somos privilegiados em poder notar a trajetória do maestro com a Seleção. Foram 96 jogos, duas Copas do Mundo e atuações irrepreensíveis do camisa 8 – especialmente em 1970.

A categoria de Gérson floresceu em outros tempos de futebol, na qual o ritmo era mais cadenciado e os espaços, maiores. No entanto, basta assistir às suas inúmeras genialidades para imaginar como o meio-campista poderia ser considerado ainda mais excepcional nos dias atuais. Tinha uma visão fora normal, capaz de observar companheiros em movimento sem sequer olhar para eles. E aliava a isso sua precisão cirúrgica com a perna esquerda. Os lançamentos do camisa 8 por vezes parecem inacreditáveis. Limpava os trilhos, conduzia o jogo e distribuía qualidade em campo. Não à toa, acumulou passagens relevantes em quatro grandes clubes do país (Flamengo, Botafogo, São Paulo e Fluminense), além de ter sido o gênio que todos conhecem na seleção brasileira.

Em uma época de vídeos escassos, é impressionante o bom número de lances mágicos disponíveis na compilação abaixo. Há lances mais burocráticos, mas também incontáveis maravilhas produzidas por aquela canhota. E fazem indagar quantas outras jogadas fantásticas não se perderam nos arquivos. É para desfrutar: