O que Romário aprontou na Copa do Mundo de 1994 o coloca em um panteão seletíssimo. Contam-se nos dedos os jogadores que, individualmente, foram tão preponderantes na conquista de um título mundial. Obviamente, o tetra é fruto de um esforço coletivo, e isso se escancara quando pensamos no pragmatismo do time de Carlos Alberto Parreira, muito bem fundamentado. Mas não se nega que o Baixinho foi o toque de talento extra que proporcionou o desequilíbrio ao longo da campanha. Marcou cinco gols e teve sua pontinha de participação em cinco dos outros seis anotados por seus companheiros, até mesmo quando evitou de participar – seja sofrendo pênalti, dando assistência, gerando o rebote, fugindo do impedimento ou até mesmo desviando do petardo de Branco. Já na decisão, mandou seu pênalti nas redes.

O vídeo abaixo serve para apresentar muito daquilo que o Romário fez em 1994. Possui os gols e a assistência magistral para Bebeto, claro. Mas consegue ir além. O camisa 11 não era exatamente alguém infalível nas finalizações, por mais que seu aproveitamento fosse muito acima da média. Entretanto, as imagens servem para ressaltar a maneira como o craque criava os espaços. Movimentava-se, tabelava, puxava a marcação. Parecia sempre buscar a jogada mais precisa, especialmente nos arremates, quase sempre mirando o canto. Nem sempre dava certo, normal. Mas, no fim das contas, deu muito. A taça dormiu tranquila em suas mãos. No dia em que o gênio da grande área completa 52 anos, e a meses da próxima Copa, vale relembrar:

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