Por mais que os torcedores do Barcelona torçam o nariz pela “traição”, não há como negar: Luis Figo foi ídolo por onde passou. Estourou com a camisa do Sporting, entre os jogadores mais queridos no Alvalade. Viveu grandes momentos no Camp Nou, apesar da transferência polêmica ao Real Madrid. Conquistou todos os títulos possíveis no Bernabéu. Já no fim de carreira, ainda liderou a Internazionale no tetracampeonato italiano. E isso sem contar a maneira como representou a seleção portuguesa, levando o país de volta à Copa do Mundo e protagonizando ótimas campanhas na Eurocopa. Um gigante de seu tempo.

Para quem não viu Figo jogar, talvez seja um pouco difícil entender o quão bom ele foi. Jogando a maior parte da carreira como ponta, não era exatamente um velocista, apesar de suas arrancadas. Sua mágica estava na habilidade mais pura, em fintas dignas de um ilusionista, nas quais o português parecia muitas vezes passar por dentro dos marcadores. Não era um goleador nato, mas sabia balançar as redes, especialmente de média e longa distância. Além disso, primava por sua visão de jogo. Dava assistências a rodo, com seus passes cirúrgicos e cruzamentos perfeitos. Não à toa, à medida que a idade chegou, o craque passou a jogar mais centralizado, na armação. Seguia como extraclasse.

Neste sábado, Figo completa 45 anos. E, para homenagear o Bola de Ouro de 2000, vale lembrar um pouco de sua capacidade enorme de ludibriar os marcadores: