O Fulham demitiu René Meulensteen e contratou Felix Magath para comandar o time. O alemão será nada mais, nada menos que o terceiro técnico dos Cottagers nesta temporada da Premier League, que ainda está indo para a 27ª rodada. Antes de Meulensteen, Martin Jol foi quem não convenceu os dirigentes de que fazia um bom trabalho. Diante de um cenário tão instável e de uma equipe que não reage no campeonato, o Fulham foi atrás de um verdadeiro disciplinador para dar um jeito nas coisas. Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, equipe já treinada por Magath, afirmou que o técnico passa dos limites em sua preparação física aos jogadores. A resposta do novo comante do clube londrino foi enfática: “Ninguém morreu por causa de disciplina”.

Magath sempre foi conhecido como um técnico que cobra bastante esforço de seus jogadores, com um estilo voltado bastante para o lado disciplinador. Mas a descrição que Hoeness fez dos métodos de trabalho do alemão deve ter deixado alguns jogadores do Fulham com calafrios.

“Ele vai bem além dos limites físicos dos jogadores. Ele força os jogadores em um nível ridículo, muito além do limite. Para ele, é natural espremer o corpo de um jogador profissional como um limão, até a última gota. Vai bem além do nível em que fica insalubre para o corpo de um jogador. Isso pode levar a uma curta recuperação, mas, ao longo prazo, leva a um desastre. O Felix Magath já provou isso em todos os clubes em que esteve. Eu nunca gostaria de tratar um ser humano como ele faz. Nunca gostaria de machucar tanto um jogador como ele faz”, contou Hoeness.

Treinado por Magath no Eintracht Frankfurt em 1999/2000, o togolês Bachirou Salou, já aposentado, uma vez afirmou que o técnico era “o último ditador europeu”. Sobre o título recebido, o alemão respondeu. “Por que eu deveria mudar meu treinamento? Sou o técnico mais bem-sucedido da Alemanha. Não sei (por que Salou disse isso). Até agora todo mundo amou meus treinamentos.”

Nos primeiros dias como treinador no Craven Cottage, Felix Magath já intensificou os treinamentos, cobrando horas extras dos jogadores nas atividades, e deu o recado à torcida: a prioridade será conseguir os resultados, não agradar com futebol vistoso. O alemão parece ter sido a única solução que o Fulham encontrou. Já são seis jogos sem vencer na Premier League, com cinco derrotas no período e, atualmente, segurando a lanterninha da competição com 20 pontos. Tentando salvar o clube do rebaixamento, Magath chegou afirmando que a próxima partida, contra o West Bromwich, será a mais importante da história do clube e que o objetivo é conseguir seis vitórias nos jogos restantes pelo Campeonato Inglês, número exato de triunfos que o time conseguiu até agora em 26 rodadas. Parece quase impossível, mas ninguém poderá falar que faltou cobrança ao elenco.