O dia 18 de junho na história das Copas tem um jogo que é muito marcante. Nas oitavas de final da Copa de 2002, a Coreia do Sul, que sediava o torneio em parceria com o Japão, enfrentou a poderosa Itália, então três vezes campeã do mundo. E o jogo foi um dos mais polêmicos de todas as Copas. Com uma arbitragem muito questionada, o time italiano perdeu por 2 a 1 na prorrogação e reclamou demais da atuação.

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A seleção italiana tinha grandes nomes. No gol, já estava Gianluigi Buffon; Paolo Maldini era o capitão do time; havia nomes como Fabio Cannavaro, Alessandro Nesta, Alessandro Del Piero, Francesco Totti e Christian Vieri. O time se classificou em segundo lugar no Grupo G, atrás do México. Mesmo sendo segunda colocada, enquanto a Coreia do Sul foi líder do Grupo D, que tinha Estados Unidos, Portugal e Polônia, os italianos, claro, eram considerados favoritos.

No jogo contra a Coreia, os dois zagueiros titulares da Itália estavam fora. Nesta está machucado e Cannavaro estava suspenso. E logo aos quatro minutos, o árbitro deu um pênalti para a Coreia do Sul, muito questionado pelos italianos. Ahn Jung-Hwan cobrou e Buffon defendeu. A Itália abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo, em um escanteio cobrado por Francesco Totti que Vieri cabeceou para o gol. Depois disso, nada deu certo para a Itália. Especialmente as decisões do árbitro Byron Moreno, do Equador.

A Coreia do Sul jogou uma partida ofensiva, tentando aproveitar os espaços deixados pela Itália de Trappatoni, que recou demais. Aos 43 minutos do segundo tempo, a Coreia do Sul empatou o jogo com Seol Hi-Hyeon. E depois disso, a atuação do árbitro ficou ainda mais em evidência pelos erros.

Primeiro, já na prorrogação, Francesco Totti recebeu uma entrada de Song Chong-gug, caiu na área e o juiz não só não deu pênalti, como ainda marcou a simulação do italiano. Por isso, deu cartão amarelo. Foi o segundo dele e, por isso, o camisa 10 foi expulso. Muitos consideraram o lance como falta, e de fato pareceu, mas expulsar Totti por simulação foi o mais absurdo de tudo. Pouco depois, foi a vez de ser marcado um impedimento inexistente de Damiano Tommasi – que saiu na cara do gol e passou pelo goleiro, quando o jogo já estava parado, e tocou para o gol.

É preciso dizer também que a Itália perdeu gols, especialmente com Vieri, que perdeu boas chances de marcar mais gols. E faltando três minutos para terminar a prorrogação, com os times já parecendo satisfeitos em irem para os pênaltis, veio o inesperado. Lee Young-pyo cruzou da esquerda e Ahn, que era jogador do Perugia na época, cabeceou para o gol vencendo a marcação do lendário Paolo Maldini. Um gol que valeu a classificação e fez com que o clube italiano decidisse não renovar o seu contrato de empréstimo.

Como naquela Copa valia o gol de ouro, a Itália estava eliminada e a Coreia do Sul iria para as quartas de final. As reclamações foram muito grandes. E o jogo ficou para a história.