Dos dois times em Wembley, o atual campeão vestia azul. O Wigan foi a zebra mais recente da história da Copa da Inglaterra e levantou a taça ano passado. Mas a responsabilidade de vencer a semifinal e chegar à decisão, em maio, estava toda nas costas do Arsenal. Por ser o time de maior investimento e qualidade técnica e porque Arsène Wenger não consegue ser campeão desde 2005. A chance de quebrar esse jejum segue viva graças ao goleiro polonês Lukasz Fabianski.

Porque no tempo regulamentar o Arsenal não conseguiu fazer valer a sua superioridade. Um time de jogadores pouco experientes pareciam ansiosos, afetados pela pressão de vencer um time de menor expressão, chegar à final e conseguir ao menos um consolo em uma temporada que começou com tantas esperanças e pode terminar sem vaga na Liga dos Campeões. Mais cedo, o Everton venceu o Sunderland por 1 a 0 e assumiu a quarta posição no Campeonato Inglês. Tem dois pontos a mais que os londrinos, a cinco rodadas do fim.

A comissão de frente não esteve muito inspirada. Aaron Ramsey não era titular desde o Natal. Tem que comemorar a recuperação física – jogou 113 minutos -, mas a falta de ritmo pesou, e o galês não foi o jogador que se cansou de fazer gols entre setembro e novembro. Cazorla também esteve abaixo do normal. Nenhum dos 27 chutes do Arsenal foi dele. Sanogo foi muito participativo, finalizou dez vezes, porém se destacou mais pela disposição que pela intimidade com a bola.

De pênalti, Jordi Gómez abriu o placar, aos 17 minutos do segundo tempo, e o Wigan caminhou à segunda final seguida da Copa da Inglaterra até os últimos minutos. Apenas aos 37, Per Mertesacker empatou de cabeça. O melhor em campo acabou sendo Alex Oxlade-Chamberlain, com passes precisos para os companheiros finalizarem e até uma bola na trave na prorrogação. Contudo, o placar ficou zero a zero mesmo.

Na disputa de pênaltis, Gary Caldwell e Jack Collison pararam nas mãos de Fabianski. Duas boas defesas do polonês, logo no começo, para dar tranquilidade aos companheiros. Arteta, Kallstrom, Giroud e Cazorla, quatro dos mais experientes em campo, cobraram com calma e colocaram o Arsenal na decisão da FA Cup, a primeira desde 2005, justamente o último título do clube.

No outro lado da chave, estão Hull City e Sheffield United, dois adversários acessíveis, mas o Arsenal não está na melhor fase da temporada. Foi a quinta vez seguida que os 90 minutos chegaram ao fim e os Gunners não venceram. Há três anos, foi derrotado pelo Birmingham na final Copa da Liga Inglesa. Wenger precisa dar um chacoalhão nos seus jogadores e acertar o seu time para que isso não se repita.