O Atlético de Madrid é como um filho do Athletic Bilbao. As semelhanças no nome e nas cores não são meras coincidências. O Atleti foi fundado em 1903, por um grupo de bascos que estudava na capital. E as ligações entre os dois clubes sequer permitiam que se enfrentassem, o que se manteve até 1907. Desde então, criatura e criador já se cruzaram dezenas de vezes. E, se quiser, o Athletic pode chamar o Atlético de filho ingrato. Afinal, desde que Diego Simeone assumiu o comando no Vicente Calderón, os bascos se tornaram sparrings dos madrilenhos.

Nos últimos sete confrontos, são seis vitórias do Atlético e apenas uma do Athletic. Entre os sucessos dos colchoneros, está o título da Liga Europa de 2011/12, quando Falcao García e companhia sequer tomaram conhecimento dos conterrâneos na decisão. Já neste domingo, outra derrota amarga. Os leones acabaram não apenas eliminados da Copa do Rei, tomando a virada por 2 a 1 em casa, como também perderam a invencibilidade em San Mamés Barria. Desde que haviam estreado o novo estádio, os bascos acumulavam 11 vitórias e dois empates.

Depois de perderem o jogo de ida, o Athletic estava ampliando a decisão ao abrirem o placar com Aritz Aduriz. O problema é que tomaram dois gols no segundo tempo, um de Raúl García e outro de Diego Costa, já aos 41 minutos. E olha que os bascos tentaram bastante, arriscando a gol 23 vezes, mais do que qualquer outro time contra o Atleti nesta temporada. Não foi suficiente diante de Thibaut Courtois e do ótimo sistema defensivo dos adversários.

Nas semifinais, o Atlético se prepara para reencontrar o Real Madrid, de quem foi o algoz na decisão do ano passado. E, considerando o jeitão copeiro do time de Simeone, os merengues já podem se preparar para dois jogos duríssimos.