O Atlético de Madrid perdeu os protagonistas de seu ataque após uma temporada histórica. Era previsível que Diego Costa não permaneceria no Vicente Calderón, depois das atuações fantásticas em 2013/14. Já David Villa preferiu o fim de carreira tranquilo na Major League Soccer, após um ano em que não foi tão bom quanto em seu auge, mas já esteve acima das expectativas. Também saíram Adrián e Diego, dois nomes úteis na rotação ofensiva. Porém, com os € 52 milhões embolsados, os colchoneros certamente não ficaram descontentes com as perdas. Pelo contrário.

LEIA MAIS: Mandzukic é excelente reposição para Diego Costa no Atlético de Madrid

Afinal, Diego Simeone começa a temporada 2014/15 com opções bem mais interessantes para o ataque. O clube gastou € 74 milhões para trazer quatro ótimos reforços para o setor. Mario Mandzukic é a nova estrela na linha de frente, acompanhado por Antoine Griezmann. Raúl Jiménez foi trazido como um nome promissor, assim como Ángel Correa, destaque do San Lorenzo na Libertadores que se recupera de um problema no coração e só estará disponível em 2015. Já nesta segunda, Alessio Cerci chegou a confirmar em seu twitter a transferência para Madri, mas desmentiu pouco depois, dizendo que sua conta foi invadida. De qualquer forma, é outro nome interessantíssimo para os albirrojos e que não deve demorar a ser anunciado.

Com o quinteto unido a Raúl García, Arda Turan, Koke e os outros jogadores já disponíveis no grupo, Simeone tem uma possibilidade bem maior de variar o seu ataque. Mandzukic é o homem de referência que pode ter o apoio ou ser substituído por Raúl Jiménez, que combina presença de área e mobilidade. Pelos lados do campo, Cerci e Griezmann são alternativas ainda mais ofensivas ao que o treinador já tinha na última temporada – e o italiano, se vier mesmo, ainda pode ser bastante funcional no 4-4-2, fechando o meio-campo. E Correa é um segundo atacante que pode jogar tanto pelo meio quanto pelos lados.

VEJA TAMBÉM: Se não pode com eles… Chelsea fica mais forte com Diego Costa e Filipe Luís

Logicamente, há uma expectativa se o Atlético será tão forte na defesa quanto no último ano, depois das saídas de Thibaut Courtois e Filipe Luís, ainda que Jan Oblak e Guilherme Siqueira sejam dois bons nomes para a reposição. Em compensação, as preocupações com a baixa produtividade do ataque devem ser menores, assim como da dependência de um jogador específico – como foi com Diego Costa, após suas lesões na reta final da temporada. Os albirrojos se reforçaram de maneira consistente para buscar o bicampeonato espanhol, sobretudo por encorparem um elenco que esteve muitas vezes no limite.

Nas próximas semanas, o trabalho maior de Simeone será o de adaptar as novas peças ao sistema. Mas, com tanto talento disponível, não parece ser o maior problema. Pode até ser que os colchoneros não contem com um atacante tão bem moldado ao seu estilo, como era Diego Costa, mas a partir de agora possuem um arsenal bem mais vasto. O Atleti de 2014/15 promete ser bem menos dependente à própria sequência, o que é um ótimo passo a um time que já pareceu ter chegado ao seu máximo rendimento na última temporada.