O grito de campeão estava entalado desde 2010. Naquele ano o Colo-Colo era líder no campeonato por pontos corridos e tinha sete pontos de vantagem em relação à Universidad Católica. Quando todos já davam o bicampeonato seguido para o clube, uma queda de desempenho inesperada atingiu o elenco Cacique e incrivelmente na última rodada era a Católica que tinha três pontos de vantagem. De nada adiantou o Colo-Colo bater a Universidad de Concepción; os Cruzados foram campeões.

Dali pra frente a equipe passou do comando de Diego Cagna para Américo Gallego, Luis Perez, Ivo Basay, Omar Labruna, Hugo González e Gustavo Benítez. Nenhum deles obteve sucesso. Os mais variados motivos podem ser apontados para o fracasso, mas uma constante nos últimos quatro anos foi a contratação de nomes experientes e contestados e polêmicas extra-campo com jogadores, dirigentes e treinadores. Some isto ao bom momento da Universidad de Chile entre 2011 e 2012 e o crescimento do O’Higgins recentemente e temos a receita para um incômodo jejum.

Quando o paraguaio Gustavo Benítez foi demitido e o treinador Héctor Tapia subiu do time reserva para o principal, pouca gente acreditava que daria certo. A falta de currículo, no entanto, foi substituída por uma identificação com o clube onde Tapia se formou como jogador. Ao mesmo tempo a administração passou a tomar decisões mais sóbrias, sempre em consonância com o técnico. Assim, o Colo-Colo foi atrás de figuras específicas e contratou apenas três nomes para 2014: o zagueiro Jaime Barroso, do O’Higgins, o volante/meia Jaime Valdés, que estava no Parma, e o atacante Esteban Paredes, ídolo do clube e que veio do Querétaro do México.

Os três se uniram ao goleiro Justo Villar e ao meia-atacante Emiliano Vecchio para se tornar os pilares de um novo Colo-Colo. Nas outras posições Tapia usou a sua experiência como técnico dos times inferiores para aproveitar os bons frutos das categorias de base que estavam esquecidos com outros técnicos. Desta maneira, os volantes Luis Pavez e Esteban Pavez, o meia Baeza e o atacante Delgado ganharam espaço. Além deles, o time também teve a experiência de Gonzalo Fierro, ex-Flamengo, Cristian Vilches, Fuenzalida e Felipe Flores.

Com esta equação aliada à queda de desempenho da Universidad Católica e o foco dividido de O’Higgins e Universidad de Chile com a disputa da Libertadores,  o Cacique foi absoluto  e conquistou o Clausura 2014 com sobras, confirmando o título com duas rodadas de antecedência.

Foram quatro anos e meio sem títulos e três e meio com o grito de campeão entalado na garganta. Mas a trigésima conquista enfim veio e com ela a perspectiva e expectativa de dias melhores. O clube não quer correr riscos de cair de novo e por isso busca desde já reforços para a disputa da Copa Libertadores de 2015. O volante Maldonado está acertado e o Colo-Colo busca contratar os atacantes Ezequiel Miralles e Lucas Barrios. Mais que isso, no entanto, a péssima fase ficou pra trás e o momento é de exaltar a volta do time mais vitorioso do país.

Mais chilenas

Na Copa do Chile, o Deportes Iquique se tornou campeão depois de vencer o Huachipato por 3 a 1. Foi a terceira conquista do Iquique.

Uruguaias

No Uruguai, o Peñarol assumiu a liderança do Clausura e reduziu um pouco a pressão após a vexatória eliminação na Libertadores. Os aurinegros tem 20 pontos. O Wanderers tem 19, o Fénix 18, tal qual o Danubio, que é o quarto. O Nacional é o oitavo, com 15.

Equatorianas

No Equador o Emelec lidera a competição com 30 pontos. O Independiente del Valle tem 25, enquanto a Liga de Loja tem 24. O Barcelona é o quinto, com 18, o Deportivo Quito é o sétimo, também com 18, e a LDU é a décima, com 13.

Colombianas

Na Colômbia o Atlético Nacional lidera o torneio com 34 pontos. O campeonato, porém, tem playoffs e hoje os outros classificados seriam Millonarios, Santa Fe, Junior, Once Caldas, La Equidad, Itagüí e Alianza Petrolera.

Bolivianas

No Clausura boliviano, o San José aproveita a participação de The Strongest e Bolívar na Libertadores para liderar o campeonato, com 29 pontos. O Strongest é o segundo com 26 e o Bolívar o quarto com 24.

Paraguaias

No Paraguai o Libertad lidera o torneio Apertura com 23 pontos. O Guaraní é o segundo, com 17, seguido pelo Nacional, com 16. O Olimpia é o quarto com 13 e o Cerro Porteño o sexto, com 10.

Venezuelanas

Na Venezuela o Zamora é o líder, com 29 pontos em 13 jogos. É a mesma pontuação do Trujilanos, que tem 14 partidas disputadas. O Mineros de Guayana é o terceiro, com 28, seguido pelo Tucanes de Amazonas, com 27.

Peruanas

No Torneo del Inca, primeira competição do ano no Peru, o Alianza Lima é a sensação do torneio e lidera o grupo A com 17 pontos em nove jogos e sem derrotas até aqui. O Juan Aurich é o segundo, também com 17. No grupo B o Universidad San Martín tem a liderança com 16 pontos contra 15 do Melgar e do UTC de Cajamarca.